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Familiares e amigos fazem homenagem a surfista que morreu em Capão

Grupo deve organizar uma manifestação para reivindicar a colocação de placas que delimitam a área de banho e de pesca na praia

Após a morte do estudante e surfista Thiago Rufatto, 18 anos, que teve a prancha enredada em uma rede de pesca, na praia de Capão da Canoa, na semana passada, os amigos, pais, e familiares realizaram uma homenagem ao jovem na praia de Atlântida. A cerimônia ocorreu na manhã deste sábado, por volta das 11h, junto à plataforma. Na oportunidade, as pessoas formaram um círculo na beira da praia e, de mãos dadas, fizeram orações, depois jogaram rosas ao mar.

Nos próximos dias, o grupo deve organizar uma manifestação para reivindicar a colocação de placas que delimitam a área de banho e de pesca no município. “Hoje o dia foi de homenagens ao Thiago, vestimos camisetas em sua memória, rezamos e lembramos de como ele era querido entre os amigos. Mas a mobilização continua nesta semana, quando organizaremos algum tipo de protesto”, disse a amiga Aline Bohn.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a suspeita é de que o surfista tenha ficado preso em uma rede de pesca quando estava surfando, já que havia uma corda que prende essas redes no local onde o rapaz se afogou. O jovem chegou a ser socorrido pelos salva-vidas, que o reanimaram e o levaram ao hospital. O surfista, porém, não resistiu e morreu.

Para o major Jarbas Avila, que comanda o Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) dos Bombeiros, a sinalização das zonas de pesca e a ampliação do espaço para a prática do surf são ações que podem solucionar o problema. Praticante do surf, Avila alerta sobre a necessidade de os esportistas terem informações sobre o local onde vão surfar.

“É preciso saber da situação da praia, se há redes. São informações imprescindíveis”, destacou. Desde 1986, pelo menos 49 surfistas perderam a vida enroscados em redes de pesca no litoral do Estado. A média é de praticamente dois óbitos por ano. De acordo com a Federação Gaúcha de Surf o Rio Grande do Sul é o único no mundo a registrar ainda esse tipo de ocorrência, talvez explicada pela geografia da costa gaúcha.



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