Nos próximos dias, o grupo deve organizar uma manifestação para reivindicar a colocação de placas que delimitam a área de banho e de pesca no município. “Hoje o dia foi de homenagens ao Thiago, vestimos camisetas em sua memória, rezamos e lembramos de como ele era querido entre os amigos. Mas a mobilização continua nesta semana, quando organizaremos algum tipo de protesto”, disse a amiga Aline Bohn.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a suspeita é de que o surfista tenha ficado preso em uma rede de pesca quando estava surfando, já que havia uma corda que prende essas redes no local onde o rapaz se afogou. O jovem chegou a ser socorrido pelos salva-vidas, que o reanimaram e o levaram ao hospital. O surfista, porém, não resistiu e morreu.
Para o major Jarbas Avila, que comanda o Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) dos Bombeiros, a sinalização das zonas de pesca e a ampliação do espaço para a prática do surf são ações que podem solucionar o problema. Praticante do surf, Avila alerta sobre a necessidade de os esportistas terem informações sobre o local onde vão surfar.
“É preciso saber da situação da praia, se há redes. São informações imprescindíveis”, destacou. Desde 1986, pelo menos 49 surfistas perderam a vida enroscados em redes de pesca no litoral do Estado. A média é de praticamente dois óbitos por ano. De acordo com a Federação Gaúcha de Surf o Rio Grande do Sul é o único no mundo a registrar ainda esse tipo de ocorrência, talvez explicada pela geografia da costa gaúcha.