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Familiares e fãs de Teixeirinha prestam homenagem cantando

Em São Leopoldo, fiéis agradecem em túmulo de Padre Reus por graças alcançadas

Familiares e fãs de Teixeirinha prestam homenagem cantando
Familiares e fãs de Teixeirinha prestam homenagem cantando Foto : Paulo Nunes
Em meio a flores, túmulos, anjos e imagens de santos do Cemitério Santa Casa, em Porto Alegre, brilha uma estátua de um gaúcho. Pilchado, de bombacha, bota e violão em punho, está imortalizado Vítor Mateus Teixeira, o Teixeirinha. Um dos ícones do tradicionalismo, o cantor morreu em 1985. Apesar de ter desaparecido dos pampas, sua memória ainda vive na voz de fãs e familiares.

Todos os anos, no dia 2 de novembro, Paulinho da Gaita anima a homenagem com os títulos mais conhecidos de Teixeirinha. No vocal feminino, a filha do cantor, Gauchinha de Bagé. Para ela, enquanto as pessoas cantarem, Teixeirinha viverá. "A homenagem é com muita alegria, muita música e muito aplauso. A vida dele foi todinha de aplauso e hoje não pode ser diferente", conta.

Já em São Leopoldo, o clima é silencioso. Fiéis, muitos deles romeiros, chegam ao Santuário Sagrado Coração de Jesus para orar perto do túmulo do Padre Reus. É o caso de Silvana Beatriz de Souza Machado. Moradora da Vila Braz. Ela caminhou uma hora para agradecer à graça alcançada. Em dezembro, o sobrinho fazia um teste para ser bombeiro voluntário da cidade, quando um andaime caiu sobre ele. O rapaz entrou em coma. A tia, familiares e vizinhos fizeram promessa a Padre Reus que, se ele se recuperasse, a família iria todos os meses levar flores ao túmulo e ascender velas. O jovem se curou, e hoje trabalha como bombeiro. "Foi um milagre, e hoje eu estou aqui pra pagar", resume Silvana.

Trezentas mil graças alcançadas já foram publicadas em livros e revistas dos jesuítas em alusão às benfeitorias atribuídas ao padre. Em feriados de Finados, o Santuário recebe mais de dez mil pessoas.