Conforme a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), 80% dos voos foram afetados. Entre as 54 partidas programadas desde a meia-noite, oito foram canceladas e 37 decolaram com atraso superior a 30 minutos. Das 33 chegadas, cinco sofreram cancelamento e 20 pousaram atrasadas.
O bancário Carlos Matte, de 51 anos, ficou horas aguardando até embarcar para Florianópolis, onde tinha uma reunião agedada para as 14h. “Marquei o encontro para a tarde, porque já sabia que poderia atrasar”, afirmou ele, que já está acostumado com problemas no Salgado Filho, devido aos registros de nevoeiro frequentes. O voo de Matte estava marcado para as 7h51min, mas foi transferido para as 10h30min.
Assim como o bancário, dezenas de pessoas aguardavam na área de embarque. Algumas até dormiram sobre as malas. O motorista Éverton Diehl, de 33 anos, ocupou uma das cadeiras do local aguardando um passageiro. O amigo dele, que vinha de Curitiba (PR), deveria chegar a Porto Alegre às 7h55min, mas o voo atrasou por horas.
Prevenida pelo namorado gaúcho, a paulista Débora Santos, de 31 anos, deixou de marcar seu retorno a São Paulo no início da manhã. “Ele me falou que nessa época tem neblina e que iria atrasar”, declarou. Em vez de comprar passagem para as 6h20min, ela optou por adquirir um bilhete para as 10h53min, fugindo, assim, do transtorno sofrido pelos demais passageiros. “Meu namorado tinha razão”, avaliou.
Outros aproveitaram o tempo para fazer compras nas lojas do terminal ou tomar um café na Praça de Alimentação, já que a neblina demorou a se dissipar. O trânsito de carros na Capital também foi prejudicado. Os condutores precisaram ter cautela para se deslocar, especialmente, na zona Norte. Na avenida Castelo Branco, o fluxo foi intenso e era difícil visualizar os carros a poucos metros de distância. Nas BRs 290 e 116, na região Metropolitana, também havia neblina. A Concepa, que administra a freeway, registrou pontos de lentidão na rodovia.