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Federação de caminhoneiros não reconhece paralisação

Fecam repudiou pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff

A Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul (Fecam) não reconhece a paralisação que teve início nesta segunda-feira. "São caminhoneiros denominados autônomos, pois na maioria dos piquetes há manifestantes pertencentes a pequenas empresas de transporte”, afirmou em nota. Além disso, a federação repudiou o pedido de impeachment ou afastamento da presidente Dilma Rousseff por parte deste grupo.

No entanto, a Fecam reconhece que o “momento não está fácil, pelo contrário, a situação dos caminhoneiros autônomos está muito complicada, com fretes baixos, combustível alto, falta de local para descanso e insumos cada vez mais caros”, declarou.

Greve dos caminhoneiros

A greve dos caminhoneiros autônomos teve início na madrugada desta segunda-feira no Rio Grande do Sul. Estradas federais e estaduais não chegaram a ter o trânsito totalmente interrompido, mas caminhoneiros pararam nos acostamentos em protesto ao governo federal.

Estão parados caminhões que transportam carga seca, como perfumes, roupas, feijão, soja, milho, trigo, frutas e verduras, combustível e argamassa. Os caminhões com ração para suíno, leite a granel, remédios, oxigênio e alimentos para hospital e transporte de lixo circulam normalmente.

Segundo o Integrante da Comissão Nacional da Paralisação dos Caminhoneiros, Fábio Luis Roque, um dos objetivos da paralisação é pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A comissão nega que manifestação tenha influencia de partidos políticos.