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Feira ecológica do Menino Deus celebra 23 anos com renovação do contrato por 17 meses

Local com 60 bancas oferece mais de 655 produtos orgânicos duas vezes por semana

Local com 60 bancas oferece mais de 655 produtos orgânicos duas vezes por semana
Local com 60 bancas oferece mais de 655 produtos orgânicos duas vezes por semana Foto : Guilherme Almeida
O sábado foi de comemoração pelos 23 anos da Feira da Cultura Ecológica do Menino Deus, realizada no pátio da Secretaria da Agricultura do Estado, entre a avenida Getúlio Vargas e a rua Gonçalves Dias. Houve bolo e velinha de aniversário com direito ao “parabéns a você” e animação musical, além da assinatura de um contrato pela cessão de uso do local por mais 17 meses, em parceria com o órgão público.

No local, o público encontra em torno de 60 bancas que oferecem mais de 655 produtos orgânicos; com destaque para frutas e verduras da estação; grãos alimentos e sucos integrais, laticínios, entre outros, tudo sem agrotóxicos e conservantes, sendo produzidos por cerca de 260 famílias de pequenos agricultores de cinco regiões do RS. Mais de 3 mil pessoas frequentam a feira em cada sábado, das 7h às 13h. No entanto, uma edição menor ocorre nas quartas-feiras, das 13h às 19h.

O coordenador da Feira da Cultura Ecológica, Anselmo Kanaan, lembrou que ela nasceu no dia 4 dezembro de 1994 por iniciativa da lendária Cooperativa Coolmeia. Sobre as vantagens da alimentação orgânica, ele considerou como principal a questão da saúde, acompanhada do cuidado e proteção da natureza para as futuras gerações. “Não têm sementes transgênica, uso de veneno e aceleradores de crescimento”, assegurou, destacando ainda a importância da geração de renda com a agricultura familiar. “A gente trabalha aqui também com formação das crianças, com alfabetização do paladar”, afirmou.

Anselmo Kanaan disse que a feira é igualmente um local de encontro de amigos, trocas de experiências e atividades culturais “É mais que comida. As pessoas se reúnem aqui, fazem piquenique e aniversário”, lembrou, observando que muitas ficam conversando mesmo depois do encerramento, sob as árvores. “Temos uma relação muito boa. É uma grande família. É um espaço muito saudável, uma relação de convívio e até afetivas”, enfatizou. Ele assinalou que a feira serve ainda para a realização de pesquisas universitárias, como o consumo de orgânicos e resíduos tóxicos no corpo, sendo também um ponto turístico.