No local, o público encontra em torno de 60 bancas que oferecem mais de 655 produtos orgânicos; com destaque para frutas e verduras da estação; grãos alimentos e sucos integrais, laticínios, entre outros, tudo sem agrotóxicos e conservantes, sendo produzidos por cerca de 260 famílias de pequenos agricultores de cinco regiões do RS. Mais de 3 mil pessoas frequentam a feira em cada sábado, das 7h às 13h. No entanto, uma edição menor ocorre nas quartas-feiras, das 13h às 19h.
O coordenador da Feira da Cultura Ecológica, Anselmo Kanaan, lembrou que ela nasceu no dia 4 dezembro de 1994 por iniciativa da lendária Cooperativa Coolmeia. Sobre as vantagens da alimentação orgânica, ele considerou como principal a questão da saúde, acompanhada do cuidado e proteção da natureza para as futuras gerações. “Não têm sementes transgênica, uso de veneno e aceleradores de crescimento”, assegurou, destacando ainda a importância da geração de renda com a agricultura familiar. “A gente trabalha aqui também com formação das crianças, com alfabetização do paladar”, afirmou.
Anselmo Kanaan disse que a feira é igualmente um local de encontro de amigos, trocas de experiências e atividades culturais “É mais que comida. As pessoas se reúnem aqui, fazem piquenique e aniversário”, lembrou, observando que muitas ficam conversando mesmo depois do encerramento, sob as árvores. “Temos uma relação muito boa. É uma grande família. É um espaço muito saudável, uma relação de convívio e até afetivas”, enfatizou. Ele assinalou que a feira serve ainda para a realização de pesquisas universitárias, como o consumo de orgânicos e resíduos tóxicos no corpo, sendo também um ponto turístico.