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Fepam aguarda para o final do mês os projetos contra as cheias do Caí

Obras de contenção foram aprovadas pelos moradores da região

Fepam aguarda para o final do mês projetos contra as cheias do Caí
Fepam aguarda para o final do mês projetos contra as cheias do Caí Foto : Stephany Sander / Especial / CP
Por Stephany Sander

Até o final do mês, a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) entregará a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) as minutas dos projetos contra as cheias que serão realizados no Vale do Caí. A entrega dos documentos é necessária para que seja feita a análise das ações previstas a fim de que à Fepam emita a licença prévia ambiental para os trabalhos.

A população aprovou as alternativas apresentadas para minimizar as inundações na região, discutidas durante audiência pública na noite de quinta-feira, que contou com a presença de moradores de Pareci Novo, São Sebastião do Caí, Harmonia e Montenegro. De acordo com o superintendente da Metroplan, Oscar Escher, havia um impasse sobre a construção do dique e do sistema de corta-rio, mas, a população aprovou a medida, que será readequada, a partir de alguns pedidos das prefeituras. “Vamos readequar e propor um novo estudo voltado ao impacto na agricultura arrozeira para Capela de Santana, por exemplo. O custo das alternativas estruturais para a região gira em torno de R$130 milhões, incluindo zoneamento e o sistema de alertas para minimizar os efeitos das cheias na população”, definiu.

De acordo com os estudos, que abrangem 88 quilômetros do rio Caí, a construção do dique em Montenegro protegerá 980 hectares da área urbana e rural pelos próximos cem anos, possibilitando ainda o tráfego de embarcações sobre o dique, que terá 6 metros de largura. A alternativa ainda permite novos usos nas atuais áreas de risco de inundações, como parques, áreas de preservação, esportes náuticos e centros de convivência. “A desvantagem é a desapropriação de aproximadamente 60 imóveis, além de impactos ambientais, modificação do caminho natural do rio”, aponta Escher. O custo, apenas para esta etapa da obra seria de aproximadamente R$ 41,8 milhões, incluindo projetos, obra, desapropriações, adequação do sistema viário e de drenagem urbana.

Pela obra sugerida pela Metroplan, um dique será construído fora das cidades, juntamente com um corta-rio. A estrutura teria 4,5 m de altura, com extensão de 4,9 quilômetros, e 6,5 m de profundidade. O trecho acompanhará um canal de escoamento que parte da área rural de Capela de Santana, abrangendo Montenegro e São Sebastião do Caí, em uma área equivalente a 980 hectares. A proteção abrangerá 7,4 mil pessoas, compreendendo 3.627 edificações entre casas e estabelecimentos que não sofreriam mais com alagamentos.

Para manter a navegação, será construído um sistema de eclusas e comportas, que servirá também para controlar o nível do rio durante épocas chuvosas. As comportas desviarão as cheias por meio do corta-rio, mantendo o nível das águas estável no perímetro urbano. Já as eclusas, que são sistemas de elevação do nível das águas, semelhantes ao Canal do Panamá, permitirão que embarcações passassem pelos locais onde o dique foi construído.

O governo do Estado já investiu R$ 1,4 milhão nos estudos que definiram as ações a fim de para auxiliar os municípios que sofrem com a cheia do rio Caí. Durante um ano, foram avaliados a quantificação das cheias, viabilidade técnica, econômica e ambiental. Além disso, a Metroplan também desenvolveu um aplicativo, que possibilita a população visualizar dados hidrográficos, topográficos, sistema viário, áreas alagadas e imagens de satélites. A comunidade além de navegar pelo mapa vai visualizar os locais onde existem problemas, a frequência e nível de risco. O aplicativo pode ser acessado pelo site http://www.metroplan.rs.gov.br.

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