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Fepam analisa dano ambiental em incêndio em Gravataí

Nessa manhã, bombeiros ainda trabalhavam para extinguir o fogo

Fepam ainda não definiu os danos ambientais causados pelo incêndio
Fepam ainda não definiu os danos ambientais causados pelo incêndio Foto : Vinícius Roratto
Os danos ambientais provocados pelo incêndio em um terreno onde funcionava uma empresa de tratamento de borracha, em Gravataí, na região Metropolitana, ainda não puderam ser definidos pelos técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Isso porque o fogo só foi controlado pelos bombeiros nessa quinta-feira, após quatro horas de trabalho. 

Eles tentaram isolar as chamas fazendo um buraco no meio do material. Porém, elas permaneceram fortes. Na manhã dessa sexta-feira, os bombeiros ainda se esforçavam para tentar extinguir o fogo no terreno localizado na rua Vânio Abílio dos Santos, no bairro Santa Cruz.

A dificuldade ocorreu em função da mistura de materiais consumidos pelas chamas, como borracha e óleo. Segundo o técnico da Fepam, Diego Hoffmeister, é muito difícil conseguir apagar o fogo com água. Ele explicou que foi solicitado o apoio de empresas e da própria Fundação de Meio Ambiente da cidade para que conseguissem outros materiais para conter o incêndio, como espuma.

O biólogo ressaltou que, de acordo com as avaliações iniciais, é possível identificar a ocorrência de poluição atmosférica. Em relação à contaminação do solo e subsolo ainda não há condições de serem feitas análises porque é preciso que o incêndio tenha terminado. Ele reconheceu que a quantidade de borracha depositada no local era irregular. As informações iniciais indicam que a fábrica estava desativada há 30 anos. Além de borracha, havia no local produtos químicos utilizados na confecção de óleo para asfaltamento.

Moradores das proximidades relataram receio com o incêndio. Segundo Paulo Ricardo Oliveira, as chamas começaram na quarta-feira, mas o serviço para apagar o fogo teve início apenas no dia seguinte. De acordo com o morador Jose Carlos Lopes, a preocupação é grande em função de a fumaça ser muito forte, além do odor desagradável. “Minha família passou a noite acordada com receio do que poderia ocorrer ou mesmo um avanço do incêndio”, explicou.

A Polícia Civil deverá investigar as origens do incêndio. O proprietário do terreno não foi encontrado para falar sobre o ocorrido.


Bombeiros ainda tentam apagar o fogo em terreno de fábrica desativada / Foto: Vinícius Roratto

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