O chefe do Serviço de Emergência Ambiental da Fepam, André Milanez, fala que pelo menos 200 metros de solo foram contaminados pelos produtos tóxicos, mas que a quantidade derramada ainda não foi estimada. Técnicos do órgão estão no local fiscalizando o transbordo, realizado por uma empresa contratada pela ALL. A carga dos vagões tombados onde não houve vazamento está sendo transferida para caminhões, para que depois guinchos possam erguê-los.
O combustível derramado deve ser bombeado e depois encaminhado para tratamento de resíduos. Após, é feita a raspagem do solo, que vai para um aterro industrial. Milanez estima que o trabalho se estenda ao menos até o começo da próxima semana.
Somente depois do processo é possível fazer outra avaliação, para verificar se ocorreu contaminação mais profunda do solo e definir as medidas a serem adotadas. A ALL informou que o trem partiu de Canoas e tinha como destino Ijuí. Conforme a assessoria de imprensa da empresa, a via foi liberada para o tráfego ferroviário na madrugada desta sexta-feira. A ALL promete abrir uma sindicância para investigar as causas e circunstâncias do acidente.