O chefe da Divisão de Mineração da Fepam, Renato João Zuchetti, informou que os técnicos farão a inspeção de 60 dragas móveis e fixas. Os equipamentos pertencem a três empresas (Somar, Smarja e Aro Mineração) que estão proibidas pela Justiça Federal de realizar a extração de areia no rio. “A partir da vistoria, os documentos serão analisados na Fepam e talvez num prazo de 48 horas, as empresas poderão retomar a atividade de extração no Rio Jacuí”, explicou.
Segundo Zuchetti, durante o trabalho os depósitos de areia também serão fiscalizados pela técnicos da Fepam. Conforme determinação da Justiça Federal, os técnicos terão que realizar a verificação se as dragas estão licenciadas, a instalação e o funcionamento do sistema de GPS e da cerca eletrônica. As vistorias deverão estar concluído até o dia 13 de agosto.
De acordo com Zuchetti, para controlar o impacto ambiental da atividade de extração será realizado zoneamento ecológico econômico, financiado pela Fepam com recursos do Tesouro, no valor de R$ 2,3 milhões. O prazo para elaboração do estudo é de quatro anos e ele vai apontar até que ponto pode-se extrair areia e em quais locais.
A extração de areia no rio Jacuí está proibida desde maio deste ano por suspeitas de danos ambientais. A medida provocou uma crise de abastecimento e elevou o preço da areia no mercado gaúcho.
Embarcações proibidas pela Justiça Federal de realizar a extração de areia no rio Jacuí / Foto: André Ávila