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Feriado prolongado modifica o cenário de Porto Alegre

Ruas pareciam mais largas e estavam quase vazias

Ruas pareciam mais largas e estavam quase vazias em Porto Alegre
Ruas pareciam mais largas e estavam quase vazias em Porto Alegre Foto : Guilherme Testa
O feriado prolongado do ano novo modificou o cenário da capital gaúcha neste final de semana. As ruas pareciam mais largas e estavam quase vazias, assim como os parques que receberam poucos visitantes. A rotina da população que permaneceu na cidade, e não rendeu-se às praias do Litoral Norte como a grande maioria, também foi modificada. Nas vias de maior movimentação, como a Rua dos Andradas e nas avenidas Mauá e Osvaldo Aranha, eram poucos os carros que trafegavam, tanto que não foram registradas grandes ocorrências pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

No sábado, a feira do Largo da Epatur estava reduzida. Apenas cerca de 30% dos produtores levantaram as bancas para atender os escassos clientes que foram fazer compras. “Está tudo muito calmo”, disse o produtor de sucos orgânicos, vinhos e espumantes João Pedro de Bastiani, de 52 anos. Ele acordou às 2h30min em Nova Roma do Sul para chegar às 5h na Capital e montar a banca na feira junto com a esposa, a produtora Eliane Comin de Bastiani, de 40 anos.

O esforço no trabalho é feito mesmo no feriado prolongado para recuperar um pouco o prejuízo enfrentado com a perda de 50% na produção de uvas que foi registrada no ano passado. A geada, o granizo e as doenças atingiram de forma severa a produção, segundo Bastiani. “A parreira ficou bastante fragilizada com tudo isso, por isso tive perdas”, explicou.

As bancas abertas atendiam clientes tradicionais, que não abandonaram a rotina, apesar de ela ter sido alterada. O aposentado Rubens Souza, de 82 anos, acordou às 6h para comprar doces e frutas. “Faço isso há muito tempo e não ia deixar de repetir hoje, apesar de ter poucas bancas”, comentou.

A movimentação também esteve reduzida nos parques. A aposentada Elvira Portela, de 75 anos, procurou o Parque Farroupilha para fazer caminhada e exercícios físicos devido a tranquilidade instalada no local. “Geralmente eu vou para a região do Gasômetro, mas como percebi poucas pessoas aqui resolvi mudar de lugar”, afirmou.

Contrariando a maioria, a secretaria Lisandra Nascimento, com 33 anos, levou a filha Gabriele, de 8 anos, para tomar chimarrão no mesmo parque, quase vazio. Eles deixaram Agudo para passar as festas de final de ano em Porto Alegre. “Aproveitamos para passearmos antes de irmos embora. Está tudo parado”, avaliou.