E as promessas iam mais longe. O brinde em questão era um colar e, de acordo com os cartazes, "no final do evento, a menina que tiver mais colares ganha um ingresso do Axé", referindo-se ao Axé Brasil, festival de música baiana que será realizado na capital mineira nos dias 15 e 16. Já a menina que ficasse "em segundo lugar" no número de colares ganharia ingressos para os próximos três eventos do gênero que fossem promovidos.
A promoção do evento levou a Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig) e a Sociedade Mineira de Pediatria (SMP) a encaminharam uma carta ao Juizado da Infância e Adolescência e ao Ministério Público Estadual (MPE) alertando para a "prática promíscua" na divulgação da festa. O folder dizia ainda que a idade permitida no local era apenas de 12 a 17 anos, com apresentação obrigatória da certeira de identidade original.
Esta seria a terceira edição do evento, batizado de "Axé Brasil Teen". Os organizados alegaram que todos foram organizados dentro da lei, em boate que possui alvará de funcionamento, mas resolveram cancelar a festa para evitar mais polêmica. A DM Promoções, responsável pela organização do Axé Brasil, divulgou nota informando que não tem nenhuma relação com o evento para adolescentes e que vai tomar medidas cabíveis por causa do uso indevido da marca.