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Fiergs projeta cenário positivo para a indústria do RS em 2015

Previsões indicam reversão do encolhimento deste ano, mas aponta demissões pelo mínimo regional

A entidade que representa os industriais do Rio Grande do Sul prevê um ano de 2015 melhor do que o que está chegando ao fim, ao menos no que se refere aos números da indústria e do PIB gaúchos. A Fiergs, que apresentou suas projeções nesta terça-feira, estima que o PIB 2015 cresça 1,3%, contra resultado próximo do zero neste ano (+0,2%). A soma também deve ser positiva para a indústria, que deve, segundo a Fiergs, crescer 1,4%, contra um encolhimento de 2,7%, em 2014.

Entre os fatores positivos apontados pelo estudo estão a maior previsibilidade da equipe econômica e um pequeno ganho de competitividade devido a uma desvalorização cambial. Isto porque o centro de previsão do câmbio de dólar para 2015 é R$ 2,80, podendo chegar a R$ 3,10 no melhor cenário para a indústria.

Já entre os fatores de risco apontados pela Fiergs para o ano que vem, estão um possível agravamento da crise hídrica e energética, um aumento da taxa de juros e acirramento da crise na Argentina. Pelas previsões dos industriais, a Selic fecha 2015 em 13% ao ano – 1,25% mais alta que o nível atual.

Entre os entraves apontados pelo presidente da Fiergs, Heitor Muller, para o fraco crescimento da indústria gaúcha em 2015 estão a lentidão para emissão de licenças ambientais e o alto valor do salário mínimo regional. Segundo o industrial, não há dúvidas de que o reajuste vai provocar demissões no Estado – um dos cinco do país onde há salário regional diferenciado.

Outro dado utilizado pelo presidente da Fiergs para contestar o aumento do mínimo regional é a comparação do índice aprovado na Assembleia, de 16%, com outros indicadores da indústria. Enquanto a massa salarial cresceu, até outubro de 2014, 1,4%, caíram outros números como horas trabalhadas (-2,1%), emprego (-1,3%), faturamento (-6,2%) e compras (-10,3%). No balanço de 2014, a Fiergs apontou queda em todos os setores industriais, exceto na produção de tabaco (3%). Entre os grande grupos, neste ano, quem mais recuou foi a metalurgia (-14,3%), seguida de veículos (-7,2%) e móveis (-6,4%).