Os caminhoneiros que trafegam pela rodovia são convocados a aderir à paralisação, que ocorre em todo o País desde quarta-feira. Muitos motoristas acabam acatando o pedido dos colegas por medo de represálias. Como não há escolta da PRF, os grevistas ameaçam os que tentam furar o bloqueio.
Alan Rodrigues foi um dos que aderiu à paralisação na BR 101 na noite dessa segunda-feira. Ele saiu na sexta-feira de Minas Gerais e viajava com a mulher e a filha de um ano com destino a Veranópolis. Ao chegar no trecho, porém, decidiu adiar a entrega da carga de verduras que transportava. "Sou favorável ao movimento, pois o governo quer que a gente cumpra a lei, mas não fornece locais de descanso. Normalmente acabamos parando nos postos de combustível", contou.
O grupo promete permanecer no local ao menos até o final da reunião da categoria no Ministérios dos Transportes, em Brasília, na tarde de hoje. Os caminhoneiros ocuparam nove pontos em rodovias federais e estaduais do Estado pela manhã. Eles protestam contra contra os baixos valores dos fretes, falta de segurança nas estradas e de regulamentação da profissão, preço do combustível e dos pedágios, e uma série de medidas adotadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Caminhoneiros protestam na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina / Foto: Pedro Revillion