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Filas diminuem nos postos de combustíveis de Porto Alegre

Situação começa a voltar ao normal, embora alguns estabelecimentos continuem fechados

Filas diminuem nos postos de combustíveis de Porto Alegre
Filas diminuem nos postos de combustíveis de Porto Alegre Foto : Guilherme Testa
Um pouco de tudo. Nem tão caótico como nos últimos dias, nem tão normalizado como é o padrão. Assim pode ser resumida a situação nos postos de combustíveis de Porto Alegre ao longo desta quinta-feira. Em função do feriado, o movimento de uma maneira geral nas ruas da cidade é tranquilo. As concentrações estão junto aos postos, nos mais diversos pontos da cidade.

Aberto 24 horas, um estabelecido localizado na avenida Ipiranga com Silva Só, registrava filas. Segundo os frentistas, o movimento havia seguido contínuo ao longo da madrugada. Porém, não eram todos os combustíveis que estavam disponíveis no iníco desta tarde. Na verdade, só tinham gasolina aditivada e diesel. Apesar da fila, o tempo de espera se resumia a poucos minutos. 

Na avenida Farrapas junto com a Ramiro Barcelos, na região Central, dois postos enfrentam realidades diferentes. Em ambos o abastecimento é feito e a fila de espera é pequena. Num deles, o consumidor encontrava gasolina comum e aditivada, diesel e GNV. Porém, a estimativa é de que o estoque só dure para esta quinta. Isso porque a rede espera o reabastecimento. Do outro lado da rua, o outro posto de gasolina, só tinha disponível a aditivada e estava limitada a R$ 100, porque o estoque estava baixo.  



Porém, diferente dos últimos dias, o clima era mais tranquilo nos estabelecimentos. A representante comercial Adriana Serpa não conseguia esconder a felicidade de poder pedir ao frentista que "enchesse o tanque". Essa é uma frase que praticamente havia sumido dos estabelecimentos, em função da ausência de combustível ou a limitação. "Tentei fugir ao máximo dessa loucura toda. Como trabalho mais de casa, tentei fazer tudo a pé, para evitar gastar o que tinha. E agora que parece que a situação está mais fácil, decidi abastecer", afirmou. 

No entanto, ainda há registros de postos fechados nesta quinta-feira. Alguns aproveitaram o feriado e outros porque não tinham combustíveis, nem a previsão da chegada do produto.   

O Sindicato que representa os postos de combustíveis do Rio Grande do Sul (Sulpetro) estima que o setor sofreu prejuízo de R$ 12 milhões por dia de paralisação dos caminhoneiros. Portanto, se contabilizarmos dez dias de greve, o setor teve prejuízo de cerca de R$ 120 milhões.