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Filhote de veado em extinção é encontrado em cativeiro no Norte do Estado

Sem condições de voltar à natureza, animal será encaminhado ao Zoológico de Passo Fundo quando completar seis meses

Filhote de veado em extinção é encontrado em cativeiro no Norte do Estado
Filhote de veado em extinção é encontrado em cativeiro no Norte do Estado Foto : Divulgação / CABM / CP
Um filhote de veado-virá (Mazama gouazoubira), espécie da fauna silvestre ameaçadas de extinção, foi localizado em cativeiro numa propriedade rural no município de Erval Grande, Norte do Estado. A patrulha do Grupo de Polícia Ambiental (GPA) da Brigada Militar de Nonoai chegou ao local por meio de denúncia, na sexta-feira.

Conforme o comandante do GPA, sargento Alencar Fontana, o dono da propriedade afirmou ter encontrado o filhote sozinho, próximo a uma estrada vicinal em suas terras, e resolveu levá-lo para sua casa, a fim de protegê-lo. O pequeno cervídeo já estava sob os cuidados da família havia aproximadamente 30 dias, mas nenhum comunicado tinha sido feito à polícia ambiental ou a outro órgão de meio ambiente.

O infrator responderá a termo circunstanciado, com base no artigo 29 da Lei dos Crimes Ambientais (Lei Federal 9.605/98), por ter capturado e mantido em cativeiro espécie da fauna silvestre sem a devida licença da autoridade competente. Além da multa, a pena para a infração é de seis meses a um ano de detenção.

O filhote foi entregue pela Brigada Militar ao Ibama, que o encaminhou ao hospital veterinário da Universidade de Passo Fundo (UPF). Segundo a médica veterinária Joana Aurora Braun Chagas, o animal é macho, deve ter entre dois e 2,5 meses de vida e pesa três quilos. Ele recebe mamadeira três vezes por dia, num total de meio litro de leite, e já começa a se alimentar de frutas, legumes e pasto. O animal está convivendo com outros dois filhotes fêmeas, sendo um da mesma espécie e o outro um veado-mateiro.

Ele deverá permanecer sob os cuidados veterinários até os seis meses de idade e depois ficará no zoológico da UPF. Segundo a veterinária Joana Chagas, o filhote não tem condições de ser reintroduzido na natureza. “Ele é muito jovem e receberá amamentação pela equipe durante um período prolongado. Nesses casos, o animal perde o seu instinto natural e relaciona o ser humano à sua fonte de alimento e segurança. Na natureza, ele seria alvo fácil dos predadores”, explica.

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