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Fiscais aplicam inseticida no bairro Petrópolis

Ação ocorreu após a confirmação de que uma pessoa estava com o vírus da dengue

Agentes fizeram o bloqueio contra o mosquito no bairro Petrópolis
Agentes fizeram o bloqueio contra o mosquito no bairro Petrópolis Foto : Cristiano Estrela
Um caso de dengue confirmado em Porto Alegre fez com que agentes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizassem nesta terça-feira um bloqueio contra o mosquito aedes aegypti no bairro Petrópolis. A ação ocorreu após a confirmação de que uma pessoa estava com a doença, contraída em Rondonópolis (MT), cidade que registra surto de dengue. Equipes de campo da prefeitura encontraram o mosquito na região. Trata-se do segundo caso na Capital neste ano, ambos contraídos no estado do Mato Grosso.

O veterinário da SMS, Luiz Felippe Kunz Júnior, disse que a confirmação de que a pessoa estava com a doença ocorreu no dia 5 deste mês. Como o mosquito transmissor foi encontrado no bairro, foi definida a ação de bloqueio. O inseticida Deltrametrina, pulverizado através de máquinas motorizadas costais, foram aplicados na área térrea de 100 imóveis da avenida Guaporé, Travessa Professor Tupi Caldas, avenida Bagé, avenida Luiz Manoel Gonzaga e rua João Caetano.

A solução é aquosa e tem baixa toxicidade para humanos e animais domésticos, mas é letal contra insetos. "Tanto que até alertamos às pessoas que podiam deixar suas casas abertas", ressalta o veterinário. A ação contou com o trabalho de 11 homens.

Em dezembro, outro bloqueio contra o mosquito aedes aegypti foi efetuado no mesmo bairro após a confirmação de um caso de uma pessoa vinda do exterior. De acordo com o último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo Programa Nacional de Prevenção à Dengue em janeiro, a Capital conta com um índice de infestação predial médio de 2%. O número é considerado de médio risco pelo Ministério da Saúde.

Os dados foram levantados em cerca de 10 mil imóveis de 76 bairros da cidade. Em sete deles, os índices foram superiores a 3,9%, situação considerada de alto risco. Os bairros Aparício Borges e Vila João Pessoa, com 5,7% e São José, com 5,5%, foram os que mais apresentaram a presença do mosquito.