O objetivo principal é promover intercâmbios e a formação de parcerias entre as 57 empresas inscritas. “Como o software livre está muito baseado em compartilhar conhecimento, mais do que vender produtos prontos esperamos proporcionar negócios em que as empresas possam trocar complementaridades”, explica a coordenadora da rodada de negócios da Fisl13, Gisele Oliveira. “Ou seja, se tenho competência para desenvolver determinada tecnologia, quero colocá-la à disposição de outra empresa que queira essa tecnologia”, completa. A iniciativa foi organizada em parceria com o Sebrae/RS.
De acordo com Gisele, o conceito do software livre nunca foi contrário ao empreendedorismo. “A comunidade é extremamente importante para o compartilhamento de experimentos, mas como em qualquer outro lugar os profissionais precisam estar empregados. Ou eles vão ter suas próprias empresas e empreender seus próprios negócios, ou precisam de empresas fortes que gerem empregos”, observa Gisele.
Além da rodada de negócios, o Fisl13 conta com uma série de palestras que têm o empreendedorismo como tema. Segundo o coordenador-geral da Associação Software Livre (ASL), que organiza o evento, Ricardo Fritsch, é crescente o número de empresas que fazem negócios com software livre. “Normalmente o pessoal confunde achando que tudo é livre e grátis. O software é livre, mas os serviços associados não”, afirma. A primeira vantagem, segundo ele, é a diminuição do custo de licenças. Além disso, Fritsch ressalta que um nível de serviços bem estabelecido para softwares livres.
“Não é que a gente goste de Linux (sistema operacional), é uma questão empresarial mesmo”, resume o empresário Roberto Cohen, diretor da Sial, empresa de suporte técnico criada há 24 anos e que desde 2007 utiliza o SL. O empresário será um dos palestrantes do Fisl13. No início, ele trabalhava com o desenvolvimento de softwares proprietários. Até que, segundo Cohen, o modelo de negócios tornou-se insuportável porque grande parte dos processos de seleção de software dos clientes não se concretizava. Hoje, ele comemora a mudança. “O usuário baixa o produto, usa durante seis meses e não paga nada. Mas acreditamos que 5% deles vão querer pagar para a gente”, calcula. “Pegando um SL que não custa nada, ele pode trabalhar nele e talvez comprar os nossos serviços.”