Venenosa, a espécie é considerada caso de saúde pública porque se adapta facilmente ao novo ambiente, se prolifera com rapidez e se reproduz sozinha. De acordo com a bióloga Cintia Silveira, da Divisão de Vigilância Ambiental em Saúde do CEVS, a coleta é parte da política de vigilância do Ministério da Saúde e inexistem parâmetros para avaliar se o caso trata-se de uma infestação. Cintia recomenda como única forma de controle a captura. “Diferente dos insetos como o Aedes aegypti, aracnídeos não podem ser controlados quimicamente, o inseticida funciona como desalojante, ele se irritará com o cheiro e sairá de onde estiver, e, aí sim, seria um problema maior.”
Apesar do registrado um caso com o mesmo tipo de escorpião em 2007, a Ceasa não tem um plano de manejo, o que deve acontecer após o novo episódio. Segundo a bióloga, a intenção é desenvolver uma capacitação na Ceasa com esta finalidade. As centrais acabam sendo um prato cheio para escorpiões pela concentração de resíduos orgânicos, lixo e entulhos como madeira e palha. Os animais coletados estavam em caixa subterrânea por onde passam tubulações, local fresco e escuro como a espécie gosta. O presidente da Ceasa/RS, Paulino Donatti, está tranquilo. “Houve essa incidência, mas não é nada alarmante.”
O escorpião mais comum no Estado é o preto, cuja picada causa os mesmos efeito que de uma abelha, dor e edema. De acordo informações do Centro de Informações Toxicológicas (CIT), o primeiro registro do escorpião amarelo no Estado foi em 2001. De lá para cá, ele apareceu em municípios como Estância Velha, Uruguaiana, São Gabriel, Rosário do Sul e Porto Alegre. Em casos graves, o escorpião amarelo pode causar edema pulmonar e taquicardia. O tratamento tem de ser feito com soro. Crianças, idosos e pessoas debilitadas por problemas de saúde são os mais vulneráveis. De acordo com a bióloga Kátia Moura, do CIT, acidentes envolvendo escorpiões são os que mais crescem no país dentre animais peçonhentos.
Escorpião amarelo (Tityus serralatus)
A reprodução é partenogênese, ou seja, a fêmea não precisa do macho procriar
Por ano, cada fêmea origina até 40 novos indivíduos em condições de labotratório. Não há dados sobre a procriação no meio ambiente.
Quando introduzida em um novo ambiente sua proliferação não é afetada
Ele gosta de ambientes úmidos e escuros e se alimenta de insetos, como a barata
Escorpião preto ou marrom (Bothriurus bonariensis)
É a espécie comum no Estado
Tem coloração escura e patas castanhas
Fonte: CIT/CEVS
CUIDADOS:
- Tape bueiros
- Use telas de proteção em ralos
- Use telas de proteção em janelas
- Evite o acumulo de lixo e entulhos nos arredores de casa
Fonte: CIT