Responsável pela associação de reciclagem no local, Jorge Carlos contou que o incêndio começou quando um portão de ferro do cais do porto, que fica embaixo da avenida Castelo Branco, estava sendo trocado. “Havia um serviço de solda com maçarico e alguma fagulha deve ter atingido o material de reciclagem armazenado ao lado”, recordou. Ele disse que todos tentaram controlar as chamas com baldes cheios de água, provocando a intoxicação nos dois recicladores.
“Tivemos de chamar os bombeiros”, acrescentou, revelando que os momentos foram de angústia pois “todos nós são traumatizados pelo incêndio que destruiu nossas casas na antiga vila dos Papeleiros”.
Jorge Carlos acredita que 10% do material depositado foi perdido no fogo. A central de reciclagem funciona há quatro anos no local e opera com cerca de 30 toneladas por mês. “Foi um grande susto”, admitiu.
Ainda no final da manhã, o 1º Comando Regional de Bombeiros foi acionado no incêndio de quatro casebres no trecho final da avenida Protásio Alves.