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“Foi um filme de terror”, diz mãe que tirou filha debaixo de árvore em Porto Alegre

Galhos caíram sobre Escola Aurélio Reis na zona Norte <br />

Chuva também fez encosta deslizar
Chuva também fez encosta deslizar Foto : Mateus Bruxel
A família Laydner passou por um susto na manhã desta sexta-feira. Por volta das 7h, uma árvore caiu sobre o muro da Escola Estadual de Ensino Fundamental Aurélio Reis, na Vila Floresta, zona Norte de Porto Alegre, no momento em que passavam as irmãs Mariana e Rafaela, de 15 e 16 anos. A mãe Taís e a diretora Nássara Scheck tiveram que tirar uma das meninas debaixo dos galhos. Rafaela conseguiu sair sozinha. “Foi um filme de terror que não sai da minha cabeça. Eu pensei que a minha mais nova tinha morrido”, conta a mãe, com as duas mãos enfaixadas.

Mãe e filhas foram para o Hospital Cristo Redentor. Mariana teve escoriações na cabeça e Taís nos braços. Rafaela nada sofreu. A família pretende acionar o Estado na Justiça. Isso porque, há três semanas, a diretora Nássara chamou a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) quando a árvore encostou no muro e derrubou alguns tijolos. O caso foi entendido como urgente e a Smam acionou os bombeiros. Eles foram até o local, mas “me disseram que eu ia morrer antes da árvore, verificaram o solo e as raízes e disseram que ela não ia cair. A sorte é que, hoje, choveu, e não tinha alunos na frente da escola”, afirmou a diretora.

Como apenas o muro da escola foi destruído, as aulas ocorreram normalmente aos 250 estudantes. Uma tela provisória deve ser instalada. Um novo muro já estava em licitação antes do acidente.

O comandante e o sub-comandante do 1º Comando Regional dos Bombeiros foram procurados pela reportagem da Rádio Guaíba, mas corporação informou que só deve se pronunciar pela tarde.

Casas são alagadas na Capital

Em razão da chuva, o muro de contenção de um estacionamento rompeu por causa do deslizamento de uma encosta na rua Wolfran Metler, bairro Rubem Berta, zona Norte de Porto Alegre, na manhã desta sexta-feira. Com o acúmulo de água, um esgoto que corre a céu aberto infiltrou no barranco e derrubou lama sobre uma caminhonete Ranger e um Chevette. A água suja também invadiu cinco casas que ficam no terreno.

A proprietária da garagem e das residências, Loreni Müller, 51 anos, disse que às 5h escutou um estrondo e logo depois, a água, que chegou a 1,5 metro de altura, já havia tomado conta das casas. Moradores e vizinhos tentam limpar os imóveis. Porém, temem o risco de o muro e o barranco caírem totalmente sobre o local.

Por volta das 6h, Loreni foi ao 20º Batalhão de Polícia Militar para chamar socorro dos bombeiros. Ela comprou o terreno, que pertencia à antiga Cohab, há cinco anos e paga uma prestação de R$ 1,6 mil ao mês. Sete filhos e oito netos moram com Loreni.