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"Foi um filme de terror", diz presidente da Associação Comercial de Canela

Segundo Carlos Alexandre Raimundo, tornado causa reflexos na economia do município

Prefeitura contabilizou a queda de 80 postes
Prefeitura contabilizou a queda de 80 postes Foto : Banco de Dados RGE
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Canela, Carlos Alexandre Raimundo, descreveu, em entrevista à Rádio Guaíba, a situação na região após o tornado da última noite. “Eu resido em Canela há 40 anos e nunca vi nada igual. Foi um filme de terror, inacreditável. Não foram só telhados que caíram das residências, são casas inteiras destruídas”, contou.

Raimundo afirmou que os estragos ainda estão sendo contabilizados, mas que a entidade já entrou em contato com proprietários de estabelecimentos comerciais e indústrias. “A maioria das lojas está funcionando, mas precariamente devido à falta de energia e pelo fato de que muitos funcionários precisam ficar em casa porque suas residências foram danificadas”, explicou.

“Tivemos notícias de hotéis com problemas devido a queda de árvores. Já há clientes antecipando o retorno das férias e isso afeta a economia do município”, explicou. O vento forte de alguns minutos destelhou entre 100 e 300 residências, derrubou 80 postes e 200 árvores, de acordo com um levantamento preliminar da prefeitura. Os ventos podem ter chegado a 200 km/h, segundo a MetSul Meteorologia, e ainda há dois mil clientes da RGE sem energia.

Representantes do poder Executivo do município e de Gramado reuniram-se, na manhã de hoje, com a Defesa Civil do Estado para definir estratégias diante da situação. Equipes do Corpo de Bombeiros fazem a limpeza de galhos e entulhos nas ruas e as prefeituras de Caxias e Três Coroas enviaram reforços. Há neblina e chuva na cidade.

De acordo com o subchefe da Defesa Civil, major Aurivan Chiocheta,  já estão sendo enviados para a região lonas, cobertores, colchões, cestas básicas e telhas. Cerca de 300 famílias estão desalojadas ou desabrigadas em Canela, sendo 30 delas de baixa renda. Estas pessoas serão acomodadas em casas alugadas pela prefeitura até que os serviços de recuperação estejam concluídos.