Geral

Fornecimento de medicamentos para portadores de HIV é debatido na Capital

Entidades e instituições exigiram que providências fossem tomadas para normalizar a situação

A regularização no fornecimento de medicamentos e de exames para monitorar as condições de saúde dos pacientes com HIV positivo foi debatido em reunião realizada nesta segunda-feira no Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers). Entidades e instituições representativas dos portadores do vírus, apoiadas pela Assembleia Legislativa de Porto Alegre e pela Câmara Municipal de Vereadores, exigiram que providências fossem tomadas para normalizar a situação.

Entre as medidas, propostas está a possível interferência dos Ministérios Públicos Estadual e Federal. Este órgãos fiscalizariam a aplicação das verbas repassadas ao Estado e à Capital. Em 2009, de acordo com o Simers, o Rio Grande do Sul recebeu R$ 4,1 milhões do governo federal e Porto Alegre ficou com R$ 1,04 milhão. Recursos destinados ao programa de combate a doença.

Um dos problemas mais graves e que também vem preocupando os pacientes é a falta no fornecimento de medicamentos considerados essenciais para o tratamento da Aids - como o Abacavir (que estará disponível apenas em março de acordo com nota divulgada pelo Ministério da Saúde) e o Fluconasol.

Segundo o presidente da Sociedade de Infectologia do Rio Grande do Sul, Luciano Goldani, os remédios podem ser substituídos, mas este processo exige a análise detalhada da situação de cada paciente. "É complexo para o médico fazer a troca de um medicamento por outro. Precisamos ver quais foram usados anteriormente, além de fazer os testes de sensibilidade. Cada pessoa reage de uma maneira. Às vezes é necessário mudar todos para que o resultado continue", esclareceu.

Atualmente, Porto Alegre é a cidade brasileira com maior incidência de HIV/Aids. O relatório oficial de 2007 aponta 111,5 casos para cada cem mil habitantes - quase o dobro de Florianópolis, na época, a segunda colocada. Na Capital, o serviço que oferece assistência aos pacientes conta, hoje, com três servidores.