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Fortunati descarta Carris assumir mais linhas de ônibus em Porto Alegre

Prefeito afirma que município buscará Tribunal de Contas se mais licitação não tiver interessados

Prefeito afirma que município buscará Tribunal de Contas se mais licitação não tiver interessados
Prefeito afirma que município buscará Tribunal de Contas se mais licitação não tiver interessados Foto : Samuel Maciel / CP Memória
O prefeito José Fortunati afirmou, na tarde desta terça-feira, que não há chances de a Carris assumir linhas de ônibus caso elas venham a ser preteridas pelas empresas interessadas na licitação. Os editais serão publicados nesta quarta. Dessa vez, serão seis editais, em vez de um só, de acordo com o número de bacias em que o transporte coletivo foi dividido em Porto Alegre. “É impossível nós retirarmos mais recursos do município”, explicou o prefeito, salientando que a empresa pública já é responsável por 22% do transporte da Capital.

Fortunati justificou que o “momento é de crise” e explicou que as arrecadações da União, do Estado e do município caíram. Nas outras duas licitações lançadas não houve interessados em explorar o transporte coletivo da Capital. Caso seja deserta mais uma vez, o chefe do Executivo disse que vai buscar o Ministério Público de Contas e o Tribunal de Contas para procurar uma alternativa.

Fortunati respondeu a dúvidas de internautas sobre como vai funcionar o novo sistema de transporte coletivo de Porto Alegre durante a terceira edição do #PapoComOPrefeito. O principal questionamento da população foi sobre a instalação de ar condicionado nos ônibus, revelou. A conversa ocorreu na tarde de hoje e teve 50 minutos de duração.

Fortunati avaliou que a população foi iludida por um projeto aprovado na Câmara exigindo a colocação de ar condicionado em ônibus novos. Segundo ele, ficou, para a população, a impressão errada de que o texto previa 100% da frota com refrigeração. Ele explicou que hoje algumas empresas privadas dispõem de ar condicionado em apenas 7% da frota e que o novo edital exige 25%.

Em cinco anos, 75% da frota deve operar com o equipamento e, em dez anos, 100%. Fortunati ressaltou que a idade média dos carros, hoje de seis anos, deve cair para quatro anos e meio após a licitação. São 240 novos ônibus que devem entrar em circulação em substituição aos mais antigos, além dos 24 adicionais previstos para serem adquiridos até o fim do primeiro ano de operação, como forma de reduzir a lotação máxima nos veículos de seis para quatro passageiros por metro quadrado.