De acordo com comunicado da União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Sul (UEE/RS), foi entregue ao prefeito municipal documento com as reivindicações dos estudantes, "fruto de uma ampla mobilização das organizações estudantis, envolvendo 25 entidades", entre elas o Centro Estadual da Engenharia da Ufrgs (Ceue), da UFRGS, a UGES, a UBES e a UMESPA.
Enviaram representantes à reunião estudantes ligados aos Diretórios Acadêmicos da Uniritter, do Centro Universitário Metodista IPA, das Faculdades Riograndenses (Fargs) e da Faculdade São Francisco de Assis (Unifin).
Confira a nota da UEE na íntegra:
A União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Sul (UEE/RS), esclarece que a reunião realizada na tarde desta segunda-feira, 1, em que foi entregue ao prefeito municipal documento com as reivindicações dos estudantes, foi fruto de uma ampla mobilização das organizações estudantis, envolvendo 25 entidades, entre elas o CEUE da UFRGS, a UGES, a UBES e a UMESPA.
No documento, reforçamos nossa total contrariedade ao valor da passagem de ônibus em vigência em Porto Alegre, mas repudiamos as praticas empregadas em protesto realizado na última quarta-feira, 27. O Movimento Estudantil em que acreditamos é aguerrido, mas não pratica a violência. No texto, defendemos o diálogo e a realização de Seminário com a participação da Prefeitura para desenvolver uma profunda discussão sobre a revisão da tarifa da Capital.
Tiveram assento na reunião, por uma questão de coerência, somente as entidades que atenderam ao convite da UEE/RS e participaram das discussões e da elaboração do documento.
Reafirmamos ainda a disposição da UEE/RS, que luta pelos direitos dos estudantes há mais de 70 anos, em promover discussões que integrem todo o movimento estudantil, pois o que realmente importa ao movimento não é quem, mas o que se representa.
Mais um protesto deve ocorrer a partir do fim da tarde
Estudantes contrários ao aumento da tarifa já haviam agendado para o fim da tarde desta segunda-feira, em frente à sede da prefeitura, mais um protesto contra o aumento. Participantes confirmam presença via Facebook. O local da manifestação é o mesmo onde ocorreu um protesto que causou a depredação do patrimônio público. Fortunati determinou que os servidores sejam liberados às 17h30min, meia hora mais cedo.
Brigada Militar e EPTC vão monitorar protesto
O comandante da 1ª Companhia do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), capitão Euclides Neto, anunciou que serão mantidos 50 policiais militares em locais estratégicos para acompanhar os manifestantes. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) também reforçou o efetivo na área central. Uma reunião para definir as medidas que serão adotadas em caso de nova tentativa de ocupação do prédio ocorreu nessa manhã, na Prefeitura. Fortunati adiantou que vai haver reação caso os manifestantes voltem a atacar o patrimônio público.
De acordo com o estudante Guilherme Narcizo, conhecido como Guiga – vinculado ao DCE da PUC-RS e voluntário da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga e do Vida Urgente – o objetivo é protestar e não semear a violência. Porém, na semana passada, houve violência em determinado momento da manifestação e uma estudante chegou a ser detida e levada ao Palácio da Polícia.