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Fortunati lamenta número de médicos inscritos em Porto Alegre

Prefeito também avaliou como "viável" o aumento da gasolina para reduzir a passagem de ônibus

Fortunati lamentou número do Mais Médicos para Capital
Fortunati lamentou número do Mais Médicos para Capital Foto : Laion Espíndula / Especial CP
O prefeito José Fortunati lamentou nesta quarta-feira o baixo número de profissionais inscritos no programa Mais Médicos que escolheram Porto Alegre para atuar. O Ministério da Saúde divulgou a lista dos candidatos selecionados na primeira etapa do projeto. Em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, Fortunati disse que a Capital receberá pouco mais de 10% da quantidade de médicos necessários. 

“Nesta primeira etapa do Mais Médicos virão 21 profissionais para Porto Alegre. É um número insuficiente. Pedimos 200 ao governo e recebemos cerca de 10%”, comentou o prefeito. “Temos médicos que trabalham na periferia, mas é um pequeno número. A maioria não deseja em trabalhar nesses locais mais afastados e não posso obrigar um médico a atender no Sarandi. Por isso, apoio integralmente o programa”, acrescentou.

Transporte público

No Rio Grande do Sul, menos de 10% das vagas foram preenchidas. No total, 119 profissionais aderiram ao programa. Em todo o País, o Mais Médicos selecionou 1.618 profissionais para atuar em 579 postos da rede pública e 522 são formados no exterior. “Apelamos para que os médicos brasileiros aceitem esse desafio. Mas se eles não se inscreverem, vamos ter que importar médicos, porque preciso abastecer todos os postos de saúde do município”, frisou Fortunati.

Aumento nos combustíveis

O prefeito também defendeu a utilização da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para financiar o transporte coletivo no Brasil. Uma proposta do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, é discutida pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), a qual é presidida por Fortunati.

“A Cide que é um tributo nacional sobre combustíveis. Quem optar por andar de automóvel terá de arcar com esse valor para ajudar no transporte coletivo, pode ser de R$ 0,50. O dinheiro vai para um fundo, que terá como objetivo financiar o transporte público”, contou.

Fortunati acredita que é o projeto é “viável politicamente”. Segundo ele, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, garantiu que o imposto não provocaria inflação. “Conforme a pesquisa, o processo é deflacionário, porque o impacto da redução do preço da passagem é maior na inflação. Independente de quanto seja a cobrança, isso vai ter um impulso direto no valor da passagem”, garantiu. “A Cide já existiu para construção de estradas e, hoje, pode ser usado para uma cobrança popular, de melhoria do transporte público.”

A planilha única do transporte coletivo também foi defendida como solução para a questão da mobilidade urbana nas capitais. “Os custos estão baseados nos mesmos itens nas diferentes cidades. O que diferencia são os custos de cada item. Se tem uma planilha única e nacional, a gente vai ajustar estes custos e chega a um valor final”, propôs.

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