O prefeito ressaltou que a negociação com o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) passa pela reposição da inflação do período, estimada em 6,5%. José Fortunati negou, ainda, que haja intenção de descontar dos funcionários o dia parado.
Das 55 escolas de ensino fundamental da Capital, 50 não funcionaram nesta segunda-feira, por conta de protestos dos servidores da educação. Das 41 instituições de ensino infantil, 15 fecharam as portas. Postos de saúde funcionaram com quadro de funcionários reduzidos e órgãos públicos operando abaixo da capacidade. Grande parte dos servidores da Prefeitura de Porto Alegre paralisou as atividades reivindicando reajuste salarial e de benefícios, durante toda a segunda-feira.
De acordo com o Sindicato da categoria, 70% dos 16 mil funcionários públicos aderiram ao protesto. Eles pedem 18% de aumento nos salários e de correção de R$ 6 no vale-alimentação, que hoje é de R$ 12. Em reunião na manhã desta segunda, a Prefeitura ofereceu 6,51% nos vencimentos e um acréscimo de R$ 0,70 nos tíquetes. A Proposta foi considerada ofensiva pelos servidores, que realizaram caminhada pelas ruas centrais da Capital.
Com média de mil consultas por dia, parte dos funcionários do posto de saúde da Vila Cruzeiro também aderiu ao protesto. Com apenas dois clinicos gerais e dois pediatras para atender milhares de pessoas, consultas eletivas foram suspensas e apenas casos urgentes foram aceitos. A auxiliar de enfermagem Vânia Beatriz Traésel afirmou que o posto enfrenta déficit de 50% no quadro de funcionários.
A Secretaria Municipal da Saúde negou prejuízos à população com a paralisação dos servidores. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, apenas casos pontuais de falta de funcionários foram constatados nas 45 unidades de Porto Alegre.