Familiares das vítimas e também moradores da cidade que não tinham nenhuma relação direta com elas continuam indo ao local para depositar flores e fixar cartazes em homenagem aos falecidos. A produtora de formaturas ao lado do estabelecimento faz lembrar a faixa etária dos mortos.
O cheiro de fumaça já não está presente, mas o ambiente lembra a tragédia. Em silêncio, algumas pessoas se aproximam e olham fixamente para o local do incêndio, como se buscassem entender o que aconteceu. “Olhando assim, nem parece que foi tanto o desastre”, comenta um homem. A professora de Educação Infantil Sônia Cezimbra, 54 anos, depositou um ramo de lírios da paz na calçada. “É para ver se descansam em paz essas pobres criaturinhas”, afirma ela, a primeira professora de muitas das vítimas.
O autônomo Bruno Ferrari, 22, mora a poucas quadras do local do incêndio, mas somente nesta quarta-feira foi até a rua Andradas. “Tive que dar uma parada lá em cima para criar coragem”, disse ele, que não conhecia nenhuma das vítimas. O estudante Dalvan Pereira de Freitas, 20, de Caçapava do Sul, estava de passagem por Santa Maria quando resolveu olhar o palco do incêndio. Em meio ao cenário de tristeza, um desabafo: “esse negócio de comandar não poderia funcionar em boate”.