Além de Frederico Westphalen, o município de Erechim também decretou situação de emergência. Os ventos de até 93 km/h destelharam pelo menos 90 casas, derrubaram muros, placas de sinalização, postes, dezenas de árvores e fios de energia elétrica.
Dezenas de árvores de grande porte caíram, sendo a maioria no Centro. Uma delas atingiu em cheio um Fusca estacionado na rua. A cerca de bambu do Piscina Clube foi colocada no chão e o parque ao ar livre no Mato da Comissão foi danificado. Diversas casas tiveram o telhado arrancado parcialmente.
Marcelino Ramos
Um dos municípios mais atingidos pelo vendaval foi Marcelino Ramos, a 45 quilômetros de Erechim, na divisa com Santa Catarina. O secretário de Turismo, Ayr Loss, descreveu a situação: “em 60 anos, eu nunca tinha visto nada igual”. Ele conta que mais 300 casas sofreram danos parciais nos telhados, com a distribuição de três mil telhas.
Outras 400 árvores foram arrancadas. “A 15 quilômetros da cidade, na Linha São Caetano, tem uma área de reflorestamento. Mais de 300 pinheiros caíram”, afirmou. No Seminário Nossa Senhora da Salete, um eucalipto de 60 metros de altura por 1 metro de largura caiu sobre a churrasqueira.
O município está sem energia elétrica. Para fazer contato via celular, o secretário teve que subir um morro. O prefeito Paulo Fernando Tápia decretou estado de calamidade pública. Galpões foram atingidos no interior, mas ninguém se feriu.
Águas da chuva e do Rio Taquari acumularam nas ruas e estradas de Lajeado | Foto: Deolí Gräff / Especial CP
Jacutinga
Em Jacutinga, a 30 quilômetros de Erechim, uma árvore caiu sobre a ERS 211 e impediu a passagem de veículos para o município vizinho ao amanhecer. Logo o vegetal foi cortado e liberou a estrada. Nas quatro escolas municipais, as aulas foram suspensas pela manhã por causa da impossibilidade do transporte escolar passar. Na Escola Municipal Darvile Dall’Óglio, houve danos no telhado.
Um poste caiu no CTG Rincão Amigo e uma árvore caiu em frente à Casa Canônica no centro da cidade. Uma parede de um armazém de cereais desabou. Telhados, muros, placas e fios foram arrancados. O prefeito Edegar Antonio Menin decretou situação de emergência.
Áurea
No município de áurea, a 30 km de Erechim, cerca de 40 casas sofreram destelhamentos parciais. “Árvores, postes, tudo voou”, descreveu o secretário de Agricultura, Edson Rustik. Na garagem da prefeitura e no Colégio Agrícola Áurea, a 1,5 na saída para Erechim, houve destelhamento. O prefeito Gilson Marcovicz não descarta decretar situação de emergência.
Viadutos
Na área urbana, houve destelhamentos, quedas de pontes com transformador e queda de árvores. Um ônibus escolar, três casas e uma escavadeira perto da prefeitura foram atingidos por estilhaços de vidro, mas ninguém se feriu.
A Secretaria de Obras perdeu 190 telhas. Na praça central, houve queda de árvores. No CTG Fogo de Chão, 235 telhas sumiram levadas pelo vento. A ERS 331, entre Viadutos e Erechim, ficou parcialmente bloqueada com a queda de árvores. No bairro Esperança, voou uma antena parabólica.
O prefeito Celso Demarco espera as equipes do interior para definir se decreta situação de emergência. Demarco disse que há perdas e prejuízos em aviários e chiqueirões. Não havia luz na tarde desta terça-feira.
Com informações dos correspondentes Agostinho Piovesan e José Ody