A concentração teve um tom de protesto contra a ação da Smic e foi mobilizada logo depois que os fiscais fecharam o bar. Reclamações foram divulgadas através das redes sociais e, ainda na noite de quinta-feira, frequentadores e admiradores do estabelecimento se dirigiram à avenida Independência para uma pacífica manifestação. A mobilização seguiu durante a sexta-feira nas redes sociais e mais de 3 mil pessoas confirmaram presença no protesto.
As dezenas de pessoas que foram ao local nas primeiras horas da noite conversavam e bebiam cerveja, além de colar cartazes nas portas do bar, onde demonstravam a indignação pelo ação da Smic. Conforme o estudante de Jornalismo Tiago Fernandes, 28 anos, o que causou estranheza foi o motivo alegado para o fechamento: algazarra e aglomeração de pessoas na rua. "Se o bar não tinha irregularidade, não havia motivo para fechá-lo", disse o estudante.
Para a jornalista Gabriela Thomaz, 24, a atitude fere o direito constitucional de reunião das pessoas na rua. Para os frenquentadores, a Smic adota dois pesos e duas medidas: "Nos estádios de futebol e nos inferninhos do Centro há aglomerações e barulho, e nada é feito. Entendemos como uma atitude arbitrária a da Smic", observou Fernandes.
Três policiais da Brigada Militar acompanhavam a manifestação à distância.