O coordenador de Educação (21ª CRE), Arthur Hepp, explicou que as aulas voltam ao normal na próxima segunda-feira. “Nós entendemos e aceitamos o pedido das lideranças indígenas, em função das baixas temperaturas e da situação de vulnerabilidade econômica e social dos índios. Eles não conseguem se agasalhar de forma ideal e sofrem com o frio”, ponderou. O coordenador disse ainda que as aulas serão recuperadas oportunamente.
Joaquim explicou que a maioria das crianças caingangues vão à escola pouco agasalhadas. “O ideal seria que esses alunos se vestissem com roupa 'pesada', mas o problema é que eles não têm e é desse jeito que precisam enfrentar o frio intenso”, disse.
O coordenador de Educação, Arthur Hepp, informou que aproximadamente 5 mil calçados e roupas que se encontravam na CRE de Três Passos foram entregues hoje aos índios da reserva. “Vamos solicitar à receita Federal de Santo Ângelo que destine mais roupas e calçados de material contrabandeado apreendido para atender as necessidades dos índios”, explicou.
As lideranças indígenas afirmam que as baixas temperaturas provocam doenças respiratórias na reserva, formada por 1,4 mil famílias e um total de 6,6 mil índios. Mais de 60% das moradias não apresentam boas condições. Centenas de famílias ainda vivem em casebres, onde o frio é enfrentado com o fogão à lenha aceso ou queima de lenha no chão das moradias.
O presidente da Cooperativa de Habitação Indígena da Região Sul (Coophirs), com sede na própria reserva, Leomar Douglas Ribeiro, observa no ano passado foram construídas 151 casas para os índios. “Para este ano, a previsão é disponibilizar mais 200 moradias e mesmo assim faltarão mais 700 para atender à demanda”, destacou.