Na quarta-feira, o diretor nacional de Aduanas do Uruguai, Enrique Canon, determinou que fosse liberado o tráfego aduaneiro em três pontos de fronteira, incluindo Rivera. Desde a última segunda-feira, os funcionários uruguaios só liberam cargas não-perecíveis, medicamentos, produtos perigosos e carga viva.
Os proprietários das empresas de transporte internacional de cargas do Uruguai protestaram, na quarta-feira, contra a mobilização dos aduaneiros, que estão em greve há três dias. Os transportadores alegam enormes prejuízos com os caminhões parados e advertem que, caso não ocorra um acerto, poderão usar caminhões para fechar as rodovias de acesso em vários pontos da fronteira.
Na sexta-feira, representantes da Associação dos Funcionários Aduaneiros (AFA) se reunirão, em Montevidéu, para avaliar o movimento. Os sindicalistas estudam mover ação judicial contra a decisão do diretor nacional de aduanas por interferência do Estado no direito de greve.