O sábado na Grande Porto Alegre não foi nublado, mas quem olhasse para o céu na região notaria claramente um tom acinzentado, resultado da presença de fumaça de queimadas. No Vale do Sinos, a tarde tampouco lembrava um dia de céu limpo.
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Estações da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) chegaram mesmo a acusar a deterioração da qualidade do ar ontem nessas regiões, apesar do tráfego muito menor de veículos e da atividade industrial reduzida em função do fim de semana. Em Sarandi, no Norte do Estado, o entardecer provocou um belo pôr-do-sol amarelado um razão da fumaça na atmosfera.
O fenômeno também foi registrado em Santa Catarina e no Paraná. No Planalto Sul catarinense, além da fumaça vinda de fora do Estado existem ainda as emissões por queimadas locais.
Fogo
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais mostram que, entre os dias 20 e 21, foram anotados 9770 focos de fogo no Brasil, 3834 na Bolívia, 1083 na Argentina e 711 no Paraguai. Os incêndios atingiram níveis críticos nos últimos dias na Bolívia, onde estima-se que 6% do território esteja em chamas.
O número de focos de fogo detectados este ano já é o maior desde 2004 e as autoridades cogitam que pode superar o de seis anos atrás na Bolívia, descrevendo como potencial maior desastre florestal da história do país.
Fumaça provoca céu acinzentado no Estado
No Vale dos Sinos e Grande Porto Alegre, a tarde parecia nublada