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Funcionários da Procempa entram em greve

Falta de reposição da inflação e privatizações estariam entre motivos da paralisação

Falta de reposição da inflação e privatizações estariam entre motivos da paralisação
Falta de reposição da inflação e privatizações estariam entre motivos da paralisação Foto : Alina Souza
Já com parte dos servidores municipais paralisados, em razão da mobilização do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), iniciada na segunda-feira, a Prefeitura teve mais um serviço afetado. Trabalhadores ligados à Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre (Procempa) entraram em greve por tempo indeterminado. O motivo, de acordo com eles, é a falta de reposição da inflação e uma desvalorização que vem ocorrendo na entidade.

“A gente acabou deflagrando a greve porque está ha dois anos sem nenhuma reposição das perdas inflacionárias e, além de tudo, por causa da negligência que percebe que a Procempa tem sofrido com a gestão municipal”, disse o representante da comissão de trabalhadores, Bruno Mossmann.

De acordo com ele, a Companhia tem desvalorizada na gestão do prefeito Nelson Marchezan Júnior. “Não enxerga a Procempa como uma aliada nessa administração da cidade para inovar e avançar na tecnologia que disponibiliza para os cidadãos”, comentou.



Diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados no Estado do Rio Grande do Sul (Sindppd), Carlos Osório, disse que a categoria havia enviado na quinta-feira passada uma contraproposta referente à manutenção do acordo coletivo e ao ajuizamento da reposição inflacionária para a Procempa, mas até ontem não havia tido resposta. Ao longo da manhã, eles montaram um piquete em frente a sede da Companhia.

Em campanha salarial desde maio, os trabalhadores reivindicam o reajuste salarial e dos benefícios de 4,08%, pendente da campanha salarial de 2017, além de perdas de 2,76% deste ano. Outras reclamações são com relação à substituição da operadora do plano de saúde. Procurada, a Procempa informou que ainda não havia dados sobre quantos dos 374 funcionários estavam paralisados. Os serviços estavam em funcionamento. A Companhia aguardava o diálogo com trabalhadores e, por isso, não se manifestava com relação às reivindicações.