“A gente acabou deflagrando a greve porque está ha dois anos sem nenhuma reposição das perdas inflacionárias e, além de tudo, por causa da negligência que percebe que a Procempa tem sofrido com a gestão municipal”, disse o representante da comissão de trabalhadores, Bruno Mossmann.
De acordo com ele, a Companhia tem desvalorizada na gestão do prefeito Nelson Marchezan Júnior. “Não enxerga a Procempa como uma aliada nessa administração da cidade para inovar e avançar na tecnologia que disponibiliza para os cidadãos”, comentou.
Diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados no Estado do Rio Grande do Sul (Sindppd), Carlos Osório, disse que a categoria havia enviado na quinta-feira passada uma contraproposta referente à manutenção do acordo coletivo e ao ajuizamento da reposição inflacionária para a Procempa, mas até ontem não havia tido resposta. Ao longo da manhã, eles montaram um piquete em frente a sede da Companhia.
Em campanha salarial desde maio, os trabalhadores reivindicam o reajuste salarial e dos benefícios de 4,08%, pendente da campanha salarial de 2017, além de perdas de 2,76% deste ano. Outras reclamações são com relação à substituição da operadora do plano de saúde. Procurada, a Procempa informou que ainda não havia dados sobre quantos dos 374 funcionários estavam paralisados. Os serviços estavam em funcionamento. A Companhia aguardava o diálogo com trabalhadores e, por isso, não se manifestava com relação às reivindicações.