Funcionários da saúde do Hospital Porto Alegre entram em greve pelo atraso no pagamento de salários

Funcionários da saúde do Hospital Porto Alegre entram em greve pelo atraso no pagamento de salários

Sindisaúde-RS cobra o pagamento dos vencimentos desde março e direção do hospital alega dificuldades financeiras

Taís Teixeira

Profissionais da saúde do Hospital Porto Alegre entraram em greve devido ao atraso no pagamento dos salários

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Enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais da saúde que trabalham no Hospital Porto Alegre começaram uma greve nesta segunda-feira. Um dos motivos é a falta de pagamento dos salários desde março. O Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde do Rio Grande do Sul (Sindisaúde-RS) montou um piquete em frente à instituição para exigir que os trabalhadores recebam os pagamentos atrasados.

O secretário-geral do Sindisaúde-RS, Julio Apel, afirma que a situação vem se arrastando há três meses, com encontros sem definições, razão que os fez optar pela paralisação das atividades. “Tivemos uma nova reunião e ouvimos o de sempre, que estão sem recursos”, afirma.

Apel esclarece que, entre as causas alegadas, além da falta de recursos, há a necessidade de comprar insumos para o hospital. “O hospital recebe entre R$ 100 mil e R$ 140 mil da prefeitura para a Covid semanalmente, recebe insumos, que eles dizem que compram, e tem mais uma conta de R$ 200 mil. Com tudo isso, onde está a falta de dinheiro para pagar os profissionais?”, questiona.

O presidente da Associação dos Funcionários Municipais de Porto Alegre (AFM), que é proprietária, administradora e mantenedora do Hospital Porto Alegre, João Galvez Machado, disse que a insatisfação pela falta de pagamento não pode dar espaço para a criação de “narrativas inverídicas”.

“O hospital deve e estamos fazendo o pagamento parcelado ainda de março, mas essas declarações não são verdadeiras”, reforça.

O dirigente disse que a remessa semanal feita pela prefeitura ocorre mediante faturamento, quando há pacientes do SUS, e não de forma sistemática e periódica. “Temos que pagar cerca de 230 colaboradores, que somam uma folha de pagamento de R$ 900 mil, R$ 300 mil para os médicos e R$ 250 mil para a terceirizada que contrata técnicos de enfermagem e higienização”, enumera.

Machado ainda ressalta que o hospital atravessa dificuldades desde 2015 e menciona que a AFM deixou de atender cerca de 70 mil pessoas por mudanças causadas no convênio na gestão municipal de José Fortunati, o que desestabilizou economicamente o hospital. Sobre a efetivação de pagamento desses funcionários, a previsão é de que se normalize à medida que entrem recursos por serviços prestados.

“A expectativa é de que se receba em torno de R$ 130 mil e, assim, possamos pagar mais uma parcela”, adianta.

Machado acredita que a greve não contribui em nada neste momento, mas entende que é um direito da democracia.

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