A prefeitura de Sapiranga vai abrir uma sindicância para apurar o caso. A Secretaria de Saúde nega que tenha havido negligência. Segundo o secretário interino de Saúde, Adriano Reis, a criança chegou ao posto às 20h55min, foi avaliada pela equipe da unidade e a conclusão era de que o quadro estava estabilizado. Apesar dos pais da criança terem relatado à polícia que não havia pediatra no posto, Reia alega que o especialista teria chegado ao local cerca de 40 minutos depois.
De acordo com informações do secretário, como a menina estava aparentemente bem, outras duas crianças foram atendidas antes. Quando o pediatra realizava a segunda consulta, no entanto, o estado de saúde do bebê piorou e uma atendente encaminhou a criança para o consultório. Reis explicou o quadro da criança teria evoluído para uma parada cardiorrespiratória e o bebê foi levado para o Hospital Municipal, cerca de dez metros distante do posto. Uma equipe da instituição tentou reanimar a criança por cerca de 55 minutos, sem sucesso.
“Não havia sinais de que o caso evoluiria para um quadro tão grave. Infelizmente, em qualquer emergência isso pode acontecer. Uma criança é sempre uma perda irreparável. Estamos todos consternados”, declarou o secretário. Reis informou que a prefeitura aguarda o laudo da necropsia com a causa da morte.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia do município. A delegada plantonista Cristiane Becker afirmou a atendente que recebeu a criança pode ser indiciada por omissão de socorro. Conforme Criatiane, há indícios de que a funcionária não apresentou o caso para o clínico geral que atendia no posto quando a família chegou ao local.
Segundo o chefe do pai da menina, Domingos da Silva, o bebê não tinha problemas de saúde aparente. No entanto, no início da noite surgiram manchas roxas na pele e a mãe decidiu levar a criança ao posto.