Segundo Oliveira, falta condições de trabalho aos servidores. “É um verdadeiro cenário de guerra onde que dá margem para que haja falha de algum funcionário e que levar um paciente a óbito”, afirmou o dirigente. Os trabalhadores realizaram um protesto junto à Emergência do Conceição e pretendem fazer novas manifestações nos próximos dias caso a situação persista.
Conforme o diretor técnico do Grupo Hospitalar Conceição, o médico Alexandre Britto, medidas serão tomadas a partir de hoje para amenizar o problema. Pelo menos mais 28 funcionários serão agregados a atual equipe, hoje composta por 148 técnicos de enfermagem, 40 enfermeiros e 60 médicos. “Esses servidores virão de outros setores e serão pagos devidamente com as horas extras que farão”, garantiu.
Para Britto, a equipe atual consegue trabalhar com limite de até 100 pacientes na Emergência. “O problema é que nos últimos seis meses, pelo menos, temos ultrapassando muito esse número, o que realmente sobrecarrega os funcionários. Estamos remunerando religiosamente todos com horas extras, mas não é suficiente apenas pagar o funcionário se ele está estafado”, reconheceu. O Grupo Hospitalar Conceição tem 7,4 mil funcionários. Britto afirmou que nenhum setor ficará desassistido com o remanejamento e funcionários.