Um grupo de funcionários do Hospital Cristo Redentor protesta por mais segurança na manhã desta segunda-feira, em Porto Alegre. A ação é organizada por integrantes da Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição (ASERGHC) e pelo Sindisaúde-RS. O ato ocorre em um dos acessos à unidade, onde na última sexta-feira, quatro criminosos foram mortos após troca de tiros com policiais.
Os funcionários pedem mais agentes de segurança dentro da instituição, em todos os andares, catracas e equipamentos para detecção de metais. Segundo o presidente da ASERGHC, Valmor Guedes, os funcionários passam por diversos constrangimentos e ameaças enquanto trabalham.
“O aumento da violência nas ruas está se refletindo e deixa a gente sem segurança dentro do nosso ambiente de trabalho. Todos o rescaldo dos tiroteios na cidade caem para o HPS ou para o HCR. Os funcionários sofrem com pacientes que, mesmo estando no Hospital, continuam consumindo drogas e ameaçando pacientes”, disse.
Em março deste ano, um homem foi morto a tiros dentro do Cristo Redentor. Além disso, vários trabalhadores foram agredidos ou se afastam devido a ameaças e agressões. Segundo os manifestantes, o protesto não afeta os atendimentos no Hospital Cristo Redentor.
Tiroteio com quatro mortes
O caso que culminou na morte de quatro pessoas na tarde da sexta-feira registrou dois confrontos entre PMs e criminosos. O primeiro tiroteio ocorreu quando a BM tentou abordar um Hyundai I30 e um Honda Civic, nas imediações do Banco de Olhos, avenida do Forte. Desse segundo veículo suspeito, partiram rajadas que acertaram a viatura e feriram dois dos PMs, sem gravidade. O efetivo, então, seguiu para o Hospital Cristo Redentor, a fim de os militares recebessem atendimento. Em frente ao hospital, porém, a viatura se deparou mais uma vez com o i-30. Foi quando ocorreu o segundo tiroteio, com a morte dos quatro criminosos.
Funcionários do Hospital Cristo Redentor protestam por mais segurança
Trabalhadores estão preocupados com o aumento da insegurança na região