Além disso, as enfermeiras alertaram para problemas de depressão que podem surgir em razão da mudança. “Elas vão perder o vínculo”, disse uma delas. Os servidores colocaram balões pretos na porta da unidade e ficaram reunidos próximo da entrada para impedir a transferência.
A presidente da Sociedade de Apoio ao Doente Mental (Sadom), Carmen Lia Silveira Marino, se reuniu com a direção da instituição para debater o assunto. “Pressionamos o máximo possível. As pessoas da unidade são mulheres, com mais de 60 anos, que estão há mais de 20 anos aqui. Algumas chegam a ter 50 anos de internação. Achamos um crime a saída delas, pois são pessoas que vivem juntas bem, apesar dos problemas mentais, com a mesma equipe”, salientou. O São Pedro tem hoje 183 moradores.
A lei da reforma psiquiátrica determina a substituição progressiva dos leitos nos hospitais psiquiátricos por uma rede de atenção integral em saúde mental. Também coloca regras de proteção aos que padecem de sofrimento psíquico, especialmente em relação a internações compulsórias.