A greve iniciou no dia 29 de janeiro porque os servidores não aceitaram as mudanças no plano de saúde. Na quarta-feira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou abusiva a greve da categoria que ocorre em 14 estados do Brasil. Caso não voltassem ao trabalho, os funcionários estariam sujeitos a multa diária de R$ 20 mil a ser paga pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios , Telégafros e Similares (Fentect). A paralisação dos Correios durou 42 dias.
De acordo com o último levantamento apresentado pelos Correios do Brasil, 96,10% do efetivo da estatal não aderiu à paralisação. No Rio Grande do Sul, a empresa informou que somente 10,86% dos funcionários paralisaram as atividades, o que correspondeu a 946 trabalhadores. No entanto, o Sintect/RS afirmou que 70% dos funcionários aderiram ao movimento no Estado.
A paralisação, que já durava 43 dias no Rio Grande do Sul, foi considerada abusiva pelo TST, que determinou o corte de 15 dias no ponto dos trabalhadores. Os outros 27 dias em greve poderão ser compensados nos próximos seis meses. Conforme a direção do Sintect/RS, ficou definido também que o sindicato seguirá em estado de greve, pressionando por melhores salários e mudanças no plano de saúde.
A entrega das correspondências deve ser normalizada a partir desta sexta-feira no Estado. A superintendência regional dos Correios informou que todas as agências estão abertas e todos os serviços, inclusive o Sedex, estão disponíveis - com exceção dos serviços de entrega com hora marcada em algumas localidades.