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Funcionários dos Correios entram em greve no RS

Secretário do Sindicato lembrou que a pauta de reivindicações havia sido entregue há dois meses

Funcionários dos Correios entram em greve no RS e mais cinco estados
Funcionários dos Correios entram em greve no RS e mais cinco estados Foto : Guilherme Testa
Após rejeição de proposta, funcionários dos Correios deflagram greve no Rio Grande do Sul e mais cinco estados: Ceará, Minas Gerais, Piauí, Santa Catarina e Sergipe a partir da madrugada desta quinta-feira. Em Porto Alegre, logo no início da manhã foi montado um piquete em frente à sede administrativa, na avenida Siqueira Campos, onde foram feitos diversas manifestações de funcionários e sindicalistas.

   

Inclusive foi registrado um momento de tensão, quando um dos funcionários da empresa que não aderiu à paralisação decidiu criticar os colegas e houve um princípio de tumulto, que acabou sendo encerrado após apoio de seguranças, que o retiraram do local. Além disso, no final da manhã a mobilização ganhou apoio ainda de bancários que também estão em greve.

Segundo o secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do RS (Sintect-RS), Yuri Aguiar, a adesão à greve surpreendeu. A estimativa do sindicato é de que chegou a 60%. As maiores adesões se deram entre os carteiros e os profissionais que atuam na triagem das correspondências. Assim, poderá haver atrasos em entregas. A superintendência dos Correios no RS contesta a informação. Logo pela manhã, entrou em vigor o Plano de Continuidade do Negócio, para minimizar os impactos causados pela paralisação de parte dos empregados. Segundo o sistema de registro de presença da empresa, 94,2% dos empregados do Estado estavam trabalhando normalmente no início da tarde de ontem.

Por meio de nota, a superintendência dos Correios no RS informou que todas as agências do Rio Grande do Sul seguiram abertas na quinta-feira, realizando atendimento à população. Continuam sendo prestados, inclusive, os serviços bancários, nas unidades que contam com Banco Postal. Porém, os serviços de entrega com hora marcada (SEDEX Hoje, SEDEX 10 e SEDEX 12) estão temporariamente suspensos.

O secretário geral do Sindicato lembrou que a pauta de reivindicações da categoria já havia sido entregue há dois meses. “A primeira proposta foi inaceitável. Conseguimos avançar em alguns pontos, mas ainda há questões que precisam ser discutidas”, afirmou. Ente os tópicos de discussões estão as mudanças no plano de saúde e o reajuste. Segundo o sindicalista a proposta de reajuste oferecido pelos Correios é de concessão de 6% retroativo a agosto e mais 3% em fevereiro do ano que vem, além da antecipação de pagamento de gratificações já acordadas. “Além disso, a mobilização é contrária a possibilidade de privatização, como indicam alguns movimentos do governo federal nos últimos anos”, enfatizou Aguiar.

A direção dos Correios informou que a última proposta apresentada pela empresa foi levada para votação nas assembleias, pela maioria dos sindicatos do país.