A greve dos funcionários dos Correios prossegue no Rio Grande do Sul. O sindicato dos trabalhadores e representantes da seccional do Estado se reuniram, na tarde desta quarta-feira, para discutir o direito à assistência médica, mas não houve consenso. De acordo com o secretário-geral do sindicato, Vicente Guindani, a empresa se mostrou irredutível.
Desde 31 de março, os funcionários do interior do Estado estão sem plano de saúde. Os grevistas também reivindicam participação nos lucros e contratação de novos empregados por concurso público. Funcionários ainda são contra a privatização da empresa.
Apesar de o sindicato afirmar que a adesão ao movimento é de 60% a 70%, especialmente no interior, segundo os Correios, todos os serviços estão funcionando normalmente. No Estado, há sete mil trabalhadores. A paralisação começou nesta quarta e segue por tempo indeterminado.
Manifestações
Durante a madrugada desta quarta-feira, cerca de 30 grevistas tentaram bloquear a saída de caminhões carregados de correspondências do Centro de Distribuição dos Correios, que fica na avenida Sertório, em Porto Alegre. A Brigada Militar foi acionada para liberar a passagem dos caminhões. Às 11h, os grevistas se concentraram em frente à agência central dos Correios, na avenida Siqueira Campos, para ato público.
Servidores nos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará e Pará também decidiram pela paralisação. A última greve dos trabalhadores da estatal no Rio Grande do Sul durou 14 dias, em setembro do ano passado. Pelo menos três milhões de documentos deixaram de ser entregues, conforme a empresa.
Funcionários dos Correios seguem em greve no Estado
Reunião sobre plano de saúde terminou sem acordo nesta tarde