O incidente ocorreu por volta de 1h, quando uma falha numa válvula do sistema que controla a estabilidade da sonda fez com que a unidade adernasse (inclinasse) 3,5 graus. A atividade foi paralisada, o poço foi fechado, vedado com cimento e os trabalhadores não essenciais foram retirados.
Pouco depois das 6h, a sonda já estava normalizada, sem risco de adernamento ou vazamento. A Noble interrompeu as atividades por tempo indeterminado. Por precaução, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Marinha interditaram a unidade, mandaram equipes ao local e estabeleceram um prazo de 90 dias para apurar as causas.
Segundo Marcelo Abrahão, diretor do Sindipetro-NF que encontrou-se com os trabalhadores ainda no barco, eles relataram que a situação foi "preocupante e estressante". "Era madrugada e houve uma emergência", disse Abrahão. Como a lua está nova, a noite estava muito escura, aumentando o susto, segundo o sindicalista. Além disso, o mar estava agitado.
Os trabalhadores foram liberados da base da Petrobrás por volta de 21h de sexta-feira, segundo Abrahão. A situação de estresse foi agravada porque os empregados foram retirados da plataforma pouco após o incidente, ainda de madrugada. Mas somente de manhã começaram a viagem de volta a Macaé - inicialmente, o plano era fazer o traslado de helicóptero, mas não havia condição de voo.