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Futura obra do metrô de Porto Alegre já preocupa zona Norte

Comerciantes realizam abaixo-assinado pedindo que “tatuzão” seja utilizado

Obra no Dmae causa transtornos a comerciantes
Obra no Dmae causa transtornos a comerciantes Foto : André Ávila / CP Memória
A obra do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) na avenida Assis Brasil para a colocação de um coletor-tronco de esgoto sanitário, que começou nesta semana, preocupa quem trabalha na região. Mas os comerciantes estão mais apreensivos é com a instalação do metrô sob a avenida, obra que não tem data para ser iniciada, e que causará praticamente o fechamento do tráfego da via. Um abaixo-assinado pedindo que a obra seja feita utilizando um “tatuzão” (máquina que escava o subsolo sem modificar o trânsito da superfície) já tem mais de mil assinaturas.

A prefeitura divulgou em 15 de abril que usará o sistema Cut and Cover (cava e cobre) porque o “tatuzão” é muito caro (R$ 9,5 bilhões). A Linha 2 do Metrô passará por baixo do corredor de ônibus da avenida, que precisará ser escavado quase que de ponta a ponta. “Quando começar a obra do metrô, o comércio da Assis Brasil vai parar. O prejuízo vai ser muito grande”, garantiu a comerciante Carla Lastorina.

O gerente do Shopping Obirici, Mauro Ferrazzo, está com lojas vagas e não consegue alugá-las. “Desde que começamos a tratar da obra do Dmae, que já está causando impacto, alguns lojistas saíram do condomínio e não consigo encontrar substitutos. Imagina quando começarem o metrô”, declarou.

O comerciante Luís Armando Chiarello, que tem loja no trecho que está fechado entre as ruas Jari e Bezerra de Menezes, elogia a receptividade da diretoria do Dmae. “Todos os pedidos que fizemos foram atendidos.” Ele reclamou, porém, que a EPTC não sinalizou direito a rua Grécia para que os motoristas possam voltar à Assis Brasil. Cintia Lopes da Mota, dona de uma loja de calçados, afirmou que já diminui o número de empregados prevendo o recesso do comércio.

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