A prefeitura divulgou em 15 de abril que usará o sistema Cut and Cover (cava e cobre) porque o “tatuzão” é muito caro (R$ 9,5 bilhões). A Linha 2 do Metrô passará por baixo do corredor de ônibus da avenida, que precisará ser escavado quase que de ponta a ponta. “Quando começar a obra do metrô, o comércio da Assis Brasil vai parar. O prejuízo vai ser muito grande”, garantiu a comerciante Carla Lastorina.
O gerente do Shopping Obirici, Mauro Ferrazzo, está com lojas vagas e não consegue alugá-las. “Desde que começamos a tratar da obra do Dmae, que já está causando impacto, alguns lojistas saíram do condomínio e não consigo encontrar substitutos. Imagina quando começarem o metrô”, declarou.
O comerciante Luís Armando Chiarello, que tem loja no trecho que está fechado entre as ruas Jari e Bezerra de Menezes, elogia a receptividade da diretoria do Dmae. “Todos os pedidos que fizemos foram atendidos.” Ele reclamou, porém, que a EPTC não sinalizou direito a rua Grécia para que os motoristas possam voltar à Assis Brasil. Cintia Lopes da Mota, dona de uma loja de calçados, afirmou que já diminui o número de empregados prevendo o recesso do comércio.