O diretor médico do São Vicente de Paulo, Rudah Jorge, disse que o grande desafio da equipe era manter as duas meninas vivas, pois, em muitos casos, perde-se um dos siameses. As estatísticas indicam um desses casos de bebês conjugados para cada 50 mil nascimentos.
As meninas estavam internadas no HSVP desde o nascimento, em 31 de janeiro de 2012. Agora, depois de mais de 1 ano, Kerolyn e Kauany puderam ir para o vizinho município de Marau, onde moram os pais, Adriana Ribeiro, de 32 anos, e Juliano do Amaral Silva, 24. Os dois se despediram emocionados dos funcionários e da equipe médica do hospital. O casal tem mais duas filhas e contaram que elas estavam ansiosas para receber as irmãs.
O cirurgião pediátrico Gustavo Pileggi Castro afirmou que ver as duas crianças irem para casa é uma grande vitória. Ele informou que o estado de saúde delas é muito bom e que continuarão tendo acompanhamento médico. A cirurgia de separação das gêmeas durou oito horas e envolveu uma equipe de 20 profissionais. Todo o procedimento foi realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).