A movimentação bancária do gaúcho chamou a atenção durante a análise de material apreendido na Operação Ouro Verde (2007), que investigou uma quadrilha que operava um banco "paralelo" e enviava recursos para o exterior. A partir dessas informações, a PF descobriu que o homem integrava um grupo que comercializava drogas sintéticas de uso controlado através de farmácias virtuais na internet. Essas substâncias eram vendidas de forma ilegal, principalmente para os Estados Unidos, conduta equiparada ao tráfico de drogas.
O homem também responde a processo por lavagem de dinheiro e evasão de divisas referente aos recursos obtidos com as atividades ilícitas que determinaram sua condenação por tráfico de drogas. A ação poderá resultar na perda judicial de quase 2,5 milhões de dólares sequestrados durante a operação Pedro Redonda com cooperação jurídica internacional. Os valores foram identificados em contas na Suíça, no Panamá e em Liechetnstein.
A operação teve apoio do Drug Enforcement Administration (DEA) - órgão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e da polícia do Uruguai, onde o gaúcho foi preso.