Milhares de gaúchos foram a Porto Alegre para votar neste domingo de eleições e aproveitaram os parques da Capital para discutir as eleições. O clima era de tranquilidade nos parques Farroupilha, Marinha do Brasil e Moinhos de Vento. Não houve manifestação com bandeiras e santinhos pela manhã e a população aproveitou também para fazer exercícios físicos e aguardar o resultado da votação. Nas rodas de conversa o assunto era o mesmo: quem ganharia as eleições.
O dia ensolarado fez com que o representante comercial Eduardo Barcellos, de 62 anos, acordasse cedo para votar. Ele observou que a calmaria do domingo de eleições não é comum. “Geralmente ocorrem brigas e muita sujeira na cidade. Neste ano, estou desconfiado de que isso não acontece de forma tão visível”, observou.
Acompanhado do chimarrão no Parque Moinhos de Vento ele lembrou que o voto é um direito à democracia. “Vivi no tempo da ditadura e hoje posso dizer que sou livre para fazer minhas próprias escolhas, o que é muito bom”, contou.
Já o autônomo Ricardo Fuhr, de 38 anos, apostou que as vendas em seu carrinho de pipoca, que fica no Parque Moinhos de Vento, aumentaria em 30% com as eleições. “As pessoas votam e depois migram para o parque para aproveitar o dia. Para mim isso vai ser ótimo”, explicou.
No entanto, nem todos estavam otimistas com os resultados e os candidatos. No Parque Marinha do Brasil, onde o número de pessoas era menor, a aposentada Vera Suminski, de 65 anos, foi cedo para aproveitar o dia. “Acordei cedo e já votei, mas votei por obrigação. Não me sinto bem representada pelos candidatos neste ano”, afirmou.
No Parque Farroupilha o casal, o advogado Janos Fetter, de 56 anos, e a fonoaudióloga Jani Fetter, de 54 anos, disseram estar desanimados. “Votar não é mais um direito. As pessoas têm votado por, simplesmente, cumprir um dever, sem muitas expectativas nas promessas dos candidatos”, pontuou.