O Brasil é um país preocupado com a climatização no verão devido ao seu clima tropical. Talvez por este motivo, não exista a cultura do uso da calefação também no Rio Grande do Sul. A avaliação é do diretor técnico da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação do Rio Grande do Sul (Asbrav), Ricardo Vaz de Souza.
Segundo ele, as pessoas preferem gastar um pouco mais na aquisição de um ar condicionado com sistema quente e frio. “É uma comodidade do brasileiro que fica satisfeito porque o ar condicionado o atende no verão e no inverno”, explica. Por este motivo, acredita Souza, não existir o investimento na implantação dos equipamentos de calefação no Estado. “O gaúcho além do ar condicionado também gosta da utilização de estufas”.
No edifício Busetti, em Farroupilha, na Serra gaúcha, o síndico Sandro Braido explica que os moradores dos 21 apartamento utilizam o sistema de calefação desde 2000. O custo para implantação dos equipamentos foi de R$ 100 mil. Há três anos, eles decidiram trocar o sistema de diesel por gás o que resultou em uma economia para o prédio.
A calefação do edifício funciona em horários estratégicos: das 5h às 9h, das 11h às 13h, e das 17h às 23h.
Um prédio que tivesse um equipamento de calefação era fundamental para a família Pastore que reside em Farroupilha, região de frio intenso. A técnica de telecomunicações Karine Gauer Pastore, 37 anos, moradora há dois anos do edifício Busetti, junto com o marido Norberto, 37 anos, e o filho Bernardo, 3 anos, afirma que o equipamento é um conforto necessário. “As madrugadas são frias com mínimas de dois graus negativos. Para aguentar somente com calefação”. A mãe explica que o pequeno Bernardo é o que mais curte o sistema de calefação do apartamento.
Gaúchos preferem o ar-condicionado ao uso de calefação
Preferência se deve ao fato de que o equipamento serve tanto para o verão quanto para o inverno