Segundo a repórter fotográfrica do Correio do Povo Tarsila Pereira, todos comemoraram o fim do impasse e a excursão, que deixou Porto Alegre há cerca de dez dias, deve chegar no domingo à Capital.
O grupo ficou retido na região depois que uma forte nevasca fechou a fronteira do Deserto de Atacama com a Argentina. Com isso, a excursão tentou voltar ao Brasil pelo Peru, mas foi informada que só poderia retornar pelo país de saída – no caso, a Argentina. O grupo é formado por 39 turistas gaúchos – além de uma mineira, dois coreanos e uma japonesa.
Economia de água
Enquanto a liberação não ocorria, o grupo economizava água e alimentação. De acordo com Tarsila, os turistas ficaram com medo e passaram necessidades. “A Polícia Federal do Brasil nos deu um galão de água. Estamos aguardando e ecnomizando água e alimentação”, revelou.
Segundo a jornalista, eles esperavam em sob sol e calor de 35°C. “As pessoas estão come medo de picadas de mosquitos e doenças”, acrecentou, em contato via e-mail na tarde desta quarta-feira – o problema havia começado na manhã de terça, quando o veículo foi impedido de entrar no Brasil.
Turistas sentiram medo durante a noite
A noite passada no local, conforme Tarsila, foi um dos momentos mais dramáticos. “Os homens da excursão fizeram vigia para cuidar o ônibus, enquanto os outros passageiros dormiam”, contou. Colega na viagem, a também jornalista Aline Torres descreveu o local por meio da rede social Facebook: “Onde o contrabando é rotineiro e violência, regra”.
Grupo poderia entrar no Brasil a pé
O consulado do Peru em Rio Branco explicou que os turistas estavam todos liberados para entrar no Brasil, mas o veículo não. Os integrantes da excursão negaram-se a entrar no País a pé, porque disseram que não teriam dinheiro suficiente para seguir até o Rio Grande do Sul.