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Ganeses refugiados em Caxias do Sul recebem primeiras carteiras de trabalho

Parte dos estrangeiros já participa de programas como Bolsa Família e Pronatec

O grupo de aproximadamente cem ganeses que está refugiado em Caxias do Sul, na Serra, já começou a receber o encaminhamento necessário para a inserção no mercado de trabalho. A prefeitura de Caxias informou que uma unidade móvel do Sistema Nacional de Emprego (Sine) esteve durante o dia no seminário onde os ganeses estão alojados e entregou as primeiras carteiras de trabalho.

Essa documentação é referente aos ganeses que chegaram antes e que já haviam protocolado o pedido de refúgio. Os outros cerca de 50 refugiados repassaram hoje os dados à Polícia Federal e devem receber as carteiras de trabalho dentro do prazo hábil de, no máximo, dez dias. A presidente da Fundação de Assistência Social (FAS), Marlês Andreazza, reafirmou que existe um trabalho realizado pela prefeitura no sentido de apoiar quem busca refúgio na cidade. Ela alertou, porém, que não existe mais espaço adequado para acomodar os ganeses. Com os abrigos lotados, eles estão temporariamente acomodados em um salão paroquial.

Marlês garante que 3,3 mil estrangeiros estão cadastrados junto ao Sistema Único de Saúde (SUS) de Caxias do Sul, número que leva em conta não apenas africanos, mas também vizinhos argentinos e uruguaios – além de russos e espanhóis. Ela ressaltou que desse total, 116 já fazem parte do Cadastro Único Para Programas Sociais (CadÚnico) e recebem benefícios como a inclusão no Bolsa Família e a realização de cursos profissionalizantes do Pronatec. Além de Caxias do Sul, cidades como Vacaria, São Francisco de Paula e Jaquirana já apresentaram interesse em empregar os refugiados. A partir do momento em que pedem a permanência no País, eles recebem o visto provisório, que pode ser renovado ou não após o prazo de um ano.

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