Na quarta-feira, dois irmãos ficaram feridos ao tentar abrir o equipamento. Um deles morreu nesta madrugada no hospital da cidade. Segundo Rocha, a remoção do cofre foi descartada para evitar que nova explosão ocorresse. Por isso, ele garante que todas as pessoas que moram próximo ao local foram evacuadas para não serem atingidas pelos estilhaços.
“Nós solicitamos que as residências limítrofes fossem evacuadas, a Brigada Militar nos auxiliou e todo procedimento foi feito de maneira segura. A questão dos estilhaços e dos danos nas residências era prevista, por isso nós retiramos as pessoas de dentro das casas. Sobre o ressarcimento dos danos, eu não sei informar. Nossa função é só fazer o procedimento com segurança e preservar as vidas”, explica.
Conforme Felipe Santos Rocha, o material que tinha dentro do cofre seria um explosivo, mas ainda não é possível identificar qual o tipo. Ele é utilizado, por exemplo, na mineração e funciona na ignição de outros explosivos, como a dinamite, atingindo velocidade superior a 2 mil metros por segundo. Uma perícia foi realizada na tarde de ontem para identificar o produto.
Jorni Alfredo Hertz Júnior, 17 anos, morreu no início dessa madrugada no Hospital de Caridade e Beneficência de Cachoeira do Sul. Ele esperava um leito em uma das Unidades de Queimados dos hospitais de Porto Alegre. O irmão dele, Felipe Vargas Hertz, 13, continua internado em estado grave na UTI de Queimados do Hospital de Pronto Socorro (HPS) da Capital.
O velório da vítima ocorre na funerária Madre Teresa e o enterro está previsto para as 17h, no Cemitério Adventista do Bosque, em Santa Cruz do Sul.